A indústria de caminhões do Brasil fechou o ano de 2022 com 161,8 mil unidades produzidas, de acordo com os números da Anfavea, associação que representa os fabricantes. O levantamento da entidade mostrou que o resultado foi 1,9% maior do que o de 2021, quando foram produzidos 158,8 mil caminhões, diante de todos os problemas de falta de componentes e recuperação dos efeitos da pandemia.
O número de emplacamentos de caminhões teve variação negativa entre 2021 e 2022, com 126,6 mil no ano passado e 128,7 mil no ano anterior, uma queda de 1,6%.
No segmento de ônibus, houve um salto. Combalido e muito afetado pelos efeitos da pandemia de Coronavirus, o transporte de passageiros viu uma retomada em 2022 e os números da Anfavea refletiram essa retomada. Segundo a associação, foram produzidos no Brasil em 2022 um total de 31.664 chassis de ônibus contra 18.881 em 2021: um salto de 67,7%. Nos emplacamentos, o crescimento também foi significativo, porém menor: variação positiva de 23,4%.

Este foi o último suspiro dos caminhões e ônibus com motorização Euro 5 no Brasil. A partir do último dia do ano passado, os fabricantes só podem produzir os novos veículos com tecnologia Euro 6, que atendem a regras mais rígidas de emissões de gases poluentes.
Anfavea prevê queda na produção de caminhões em 2023
Na soma de caminhões e ônibus, a Associação prevê uma queda de 20% no número de veículos produzidos este ano, em relação a 2022. Gustavo Bonini, vice-presidente da entidade, enumera alguns fatores: “É natural que neste começo de 2023 as montadoras tenham estendido sua produção no ano passado, devido à nova fase Euro 6 e, com as férias de janeiro, temos uma diminuição no ritmo de produção. Uma mudança tão importante nas tecnologias como esta representa demandou das montadoras um trabalho de planejamento logístico e também de nacionalização dos novos componentes. Tudo isso vai ser trabalhado ao longo da implementação da nova legislação de emissões. É um trabalho que vem sendo feito por cada fabricante e vamos lembrar que esta é uma mudança muito significativa, não somente no produto, mas também na homologação e no acompanhamento dos produtos que fazemos ao longo dos anos”.
Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br
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Agência Transporta Brasil – ATB


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