Aeroportos alertam para os riscos de pipas e balões no espaço aéreo

Aeroportos alertam para os riscos de pipas e balões no espaço aéreo

Chegada das férias escolares de julho aumenta o número de ocorrências de pipas e balões, que colocam em risco a segurança aérea

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Toda operação de transporte aéreo, seja de cargas ou passageiros, depende de uma cadeia de cuidados e medidas de segurança para que tudo transcorra da melhor forma possível. Um número enorme de profissionais e equipamentos estão envolvidos nesta cadeia para a segurança, mas alguns elementos podem colocar tudo isso em risco.

Estamos falando dos balões e das pipas, tradicionais personagens que aparecem nos céus do Brasil, principalmente nas férias de julho, e que ameaçam a segurança aérea, colocando em risco aeronaves, pessoas e aeroportos.

A GRU Airport, responsável pelas operações do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do Brasil, acaba de lançar uma campanha para alertar sobre esses perigos. De acordo com a empresa, no ano de 2021, houve 490 ocorrências envolvendo pipas nos arredores do aeroporto. “Além da própria pipa, o que agrava os riscos nesse tipo de prática é o uso do cerol nas linhas de pipa ou linha chilena, com intuito de cortar a linha de outras pipas. A comercialização desse tipo de linha é proibida. Em contato com partes das aeronaves, as linhas das pipas podem causar danos, enroscar em equipamentos primários de voo das aeronaves, entre outros, podendo causar travamento dos comandos, além de expor ao risco de centenas de pessoas que trabalham circulando nos pátios de manobras”, diz comunicado da empresa.

No caso dos balões, a história é ainda mais grave. Soltar balão no Brasil é crime, mas este tipo de prática ainda é frequente. Em 2020, a concessionária contabilizou mais de 33 ocorrências com balões. Em 2021, foram 48 registros. Neste ano, já houve 20 avistamentos, sendo seis apenas em julho. Além de provocar impactos nas operações e atrasos nos voos, os balões podem colidir com aeronaves, provocar incêndios e cair no pátio durante o abastecimento.

“Queremos alertar sobre os impactos que as pipas e balões podem ocasionar no sítio aeroportuário. Não apenas na paralisação das operações, provocando transtornos às companhias aéreas e passageiros, como também expõem ao risco de centenas de pessoas que trabalham circulando nos pátios de manobras”, afirma Admilson Reis, diretor de operações da GRU Airport.

Quem transporta o Brasil de verdade NÃO SOLTA BALÕES!

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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