Testamos o VW Constellation 25.460 estradeiro de motor novo

Testamos o VW Constellation 25.460 estradeiro de motor novo

Versão do VW Constellation com motor MAN D26 de 13 litros desenvolve até 460 cavalos de potência e tem transmissão automatizada TraXon da ZF

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A família VW Constellation existe há cerca de 15 anos e já rendeu dezenas de versões para as mais variadas aplicações de caminhão, desde o simples deslocamento de contêineres até operações fora de estrada e rodoviárias transportando mais de 50 toneladas.

A cabine pode não ter envelhecido muito bem, já que existem opções mais modernas e confortáveis no mercado, dentro do próprio catálogo da marca, com os recém-lançados Meteor, mas a mecânica desta versão que apresentamos hoje é o que faz a diferença: tudo porque o Constellation 25.460 6×2, a versão mais pesada e potente da família, é um caminhão estradeiro que herdou o trem de força da família Meteor.

Ele é equipado com o motor MAN D26 de 13 litros que desenvolve potência de até 460 cavalos a 1.800 rpm e torque máximo de até 2.300 Nm em uma faixa de rotação que vai de 950 a 1.400 rpm. Guarde este número. Ele será importante no teste que fizemos com este caminhão.

A informação de torque máximo a uma baixa rotação mostra um dos principais atributos deste caminhão. O motor MAN D26 é um projeto consagrado da MAN na Europa que equipa diversos modelos de caminhões. Para chegar ao mercado brasileiro, ele teve cerca de 130 componentes nacionalizados ou modificados, incluindo o bloco, o cabeçote e o sistema de injeção. De acordo com a VWCO, as modificações foram feitas para que o sistema entregasse uma performance mais equilibrada, principalmente para oferecer alto torque em baixas rotações.

Tudo isso aliado à transmissão automatizada ZF TraXon faz com que o conjunto mecânico deste caminhão seja algo diferente na família Constellation. A TraXon é uma geração de transmissões que emprega bastante eletrônica e lógica de computador na operação, detectando o comportamento do motor e fazendo as trocas de marchas de forma extremamente rápida e suave. Você literalmente não sente as trocas a bordo do caminhão. Esta caixa tem 12 velocidades e agrega alguns sistemas de segurança para o motorista, como assistente de partida em rampa e modos diferentes de direção, além de um sensor de inclinação para detectar trechos íngremes e gerenciar a aceleração do caminhão para que ele cumpra trechos de subida sem gastar muito.

Na estrada

No teste realizado com o Constellation 25.460 o caminhão estava implementado com um conjunto de três eixos lastreado com carga máxima, rodando com peso de balança: 57 toneladas.

O trecho escolhido, de cerca de 220 quilômetros, incluiu a descida da Serra do Mar pela Rodovia Anchieta em São Paulo, entre o ABC Paulista e o Litoral. Seguimos até a cidade de Itanhaém e realizamos o retorno.

Já no início do trajeto, com a arrancada do caminhão, é possível perceber o trabalho da caixa de transmissão. O veículo, mesmo com carga máxima, não tem dificuldade alguma para arrancar e isso aconteceu em baixa rotação e com a quarta marcha engatada.

Ao pegar a estrada, é possível constatar as trocas suaves de marchas e a aceleração comedida do motor. Afinal, o que importa é o resultado e o motorista da VWCO estava lá para mostrar a eficiência do veículo e fazer uma boa média de consumo.

A cabine é confortável, pois conta com suspensão pneumática e os novos bancos são confortáveis, mas ainda falta espaço para uma cama com boas dimensões. Uma característica histórica desse caminhão.

A viagem transcorre tranquilamente. Por vezes o caminhão é desafiado a testar seus sistemas de freio de serviço, freio motor e dirigibilidade, já que a congestionada descida da serra pela Anchieta desafia qualquer condução. Ao chegar ao litoral, rodando no plano, o caminhão desenvolve bem e mostra agilidade nas retomadas e arrancadas.

No retorno, a subida da serra não se mostrou um grande obstáculo para o 25.460. Mesmo em trechos bastante íngremes, o caminhão mantém a rotação baixa e consegue ultrapassar subidas longas sem reduzir muito as marchas, chegando a fazer uma subida em 10ª sem reclamar.

Ao final do trecho, o caminhão registrou uma média de consumo de cerca de 2,8 quilômetros por litro, tudo monitorado pelo sistema digital de telemetria da VWCO, o RIO.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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