Brasil emplaca 540 caminhões por dia

Brasil emplaca 540 caminhões por dia

Apesar da falta de componentes e da alta no preço de matérias-primas, como aço e borracha, indústria de caminhões no Brasil segue aquecida com melhor resultado acumulado em julho desde 2014

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A indústria de caminhões vai bem, sim senhor! Apesar da crise provocada na economia pela pandemia de covid-19, os fabricantes de caminhões no Brasil andam registrando excelentes resultados e só não estão entregando mais porque existem componentes e matérias-primas em falta e com preços em alta.

De acordo com a Anfavea, Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, o Brasil emplaca hoje, em média, 540 caminhões por dia. Além disso, fechou julho de 2021 com o melhor resultado em unidades produzidas no acumulado do ano desde 2014.

Mercados aquecidos

“Setores como o agronegócio, a mineração e o e-commerce estão aquecendo a demanda por caminhões no Brasil. A produção nacional no acumulado do ano até julho está 115% maior do que no ano passado, com quase 90 mil unidades fabricadas, patamar também acima dos resultados acumulados até julho dos anos de 2018 e 2019”, pontua Marco Saltini, vice-presidente da entidade.

De acordo com os números da Anfavea, os licenciamentos de caminhões e comerciais leves estão em alta no Brasil: 49,2% de crescimento para os caminhões e 54,6% nos comerciais leves. De janeiro a julho de 2021, os caminhões representaram 5% de toda produção nacional de veículos, com os ônibus representando 1% e comerciais leves 19%. Em julho a produção foi de 14,8 mil unidades, alta de 1,1% sobre junho. Já os licenciamentos totais de 12 mil caminhões foram 5,3% superiores aos do mês anterior.

“A indústria automobilística brasileira tem desafios pela frente, com as questões dos insumos como semicondutores, borracha e aço, que, além de escassos, tiveram seus preços majorados. Outra questão importante foi o aumento do ICMS no Estado de São Paulo, que teve efeitos negativos sobre a nossa indústria. A Anfavea tem tratado do tema com bastante transparência com o governo estadual e alertou por diversas vezes os efeitos deletérios deste aumento. Estamos aguardando que a Secretaria Estadual de Desenvolvimento reveja os aumentos”, diz o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

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Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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