Caminhões velhos: Brasil tem frota com idade média de quase 15 anos

Caminhões velhos: Brasil tem frota com idade média de quase 15 anos

Campeões de idade da frota são os caminhoneiros autônomos, que dirigem caminhões com, em média, pouco mais de 20 anos. Média nas empresas é de 10,3 anos

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A frota de veículos de carga no Brasil está envelhecendo. Esta afirmação não chega a ser uma novidade, já que o Brasil é uma terra onde o acesso ao caminhão novo, a meios de financiamento e a condições de frete pra manter a frota em dia são coisas bem difíceis.

De acordo com os números da ANTT, a Agência Nacional de Transportes Terrestres, que monitora a atividade de transporte rodoviário de cargas por meio do registro obrigatório RNTRC (Registro Nacional de Transportador Rodoviário de Cargas), a média da idade dos caminhões brasileiros, juntando transportadores autônomos, empresas e cooperativas, é de 14,32 anos.

Os dados do RNTRC fazem uma radiografia interessante do transporte brasileiro. No total, existem pouco menos de 1.040.000 transportadores no Brasil, sendo 793.808 caminhoneiros autônomos, 244.794 empresas de transporte de cargas e 483 cooperativas.

Frota velha e falta de incentivo

Mas, por que é ruim ter uma frota velha circulando pelas rodovias brasileiras? Para começar, porque caminhões mais velhos poluem mais e estão mais sujeitos a problemas com a manutenção, o que pode prejudicar a segurança das estradas. Além disso, eles são menos eficientes, gastam mais, transportam menos e acabam atrapalhando o sistema logístico do país.

Os caminhoneiros autônomos são os que mais sofrem com este problema. Segundo os números da ANTT, os mais de um milhão de transportadores autônomos brasileiros são donos de cerca de 900 mil caminhões com uma idade média acima de 20 anos.

Nas empresas de transporte, que são as donas de uma frota de 1,46 milhão de caminhões, a idade média cai pela metade, para cerca de 10 anos.

O Brasil ainda espera políticas para melhorar a renda dos caminhoneiros, fomentar a comprovação de renda destes trabalhadores, melhorar seu acesso ao crédito e criar meios de incentivar a renovação de frota.

Enquanto a indústria nacional comemora bons números depois da pandemia, com o aumento na fabricação de caminhões novos, o mercado de transporte brasileiro ainda sofre com a falta de investimentos, com muitos transportadores sendo obrigados a utilizar caminhões velhos, inseguros e pouco eficientes.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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