Indústria de implementos rodoviários tem o melhor janeiro em seis anos

Indústria de implementos rodoviários tem o melhor janeiro em seis anos

Aumento de emplacamentos em relação a janeiro de 2020 foi de 31%, com total de 11.270 implementos contra 8.610 no ano anterior

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O Brasil emplacou 31% mais implementos rodoviários em janeiro de 2021 do que no mesmo período do ano passado. Foram 11.270 emplacamentos de implementos novos no mês que passou, contra 8.610 do ano anterior. Os números são da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir).

A entidade acredita que, com este resultado, a indústria de implementos no Brasil começa o ano de 2021 em ritmo aquecido. “O mês de janeiro de 2021 foi o mais aquecido desde 2015. Iniciamos o ano ainda no ritmo de recuperação. A demanda por transportes pesados foi muito grande e a linha de carretas superou a linha de implementos leves, terminando o ano com números positivos. Nós fabricamos mais carretas em 2020 do que em 2019. Esta tendência já vem acontecendo há três anos. De um lado, é positivo para as maiores fabricantes, que são especializadas na produção de carretas. De outro, é um problema para as numerosas pequenas empresas que fabricam implementos leves. Esperamos uma retomada este ano, com a melhora da economia e aumento do consumo”, comenta Norberto Fabris, presidente da Anfir, em entrevista ao Transporta Brasil.

Números de janeiro

De acordo com a associação, os reboques e semirreboques totalizaram 6.728 unidades em janeiro deste ano, contra 4.646 do mesmo mês de 2020. Isso resulta em um aumento de 45% nos emplacamentos. No setor de carroceria, de implementos leves, o volume foi de 4.542 no primeiro mês de 2021, contra 3.964 unidades de janeiro de 2020, um crescimento de 15%

O problema do aço

“Em 2021, temos o desafio do aumento de custos de vários insumos importantes, como o aço, que está encarecendo a produção e implementos. A Anfir fez um ofício ao Ministério da Economia para que o governo federal possa buscar alguma solução, como a redução da alíquota de importação de aço. Nossa entidade está junto com o Sindipeças, a Anfavea, o Sindimaq e diversas outras entidades para buscar um alívio para este problema. A demanda pelo transporte está em alta nestes tempos de retomada e o custo de produção dos veículos e dos implementos não pode ficar tão onerado”, conclui Fabris.

Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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