Scania lança o caminhão mais potente do mundo na Europa

Scania lança o caminhão mais potente do mundo na Europa

Clientes europeus vão poder comprar o novo Scania 770S V8 com torque máximo de 3.700 Nm e novo câmbio Opticruise redesenhado, que promete ainda mais economia de diesel

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A Scania, depois de quase nove anos, retomou para si o título de fabricante do caminhão mais potente do mundo montado em uma linha de produção em escala. O anúncio veio nesta segunda, 28 de setembro, quando a fabricante mostrou para o mundo sua nova linha de motores V8, com versões de 530, 590, 660 e 770 cavalos de potência.

Coração forte

Os novos motores de oito cilindros em V, com quatro válvulas por cilindro, têm injeção multiponto de alta pressão. Os Scania DC16 com 16,4 litros tem, em sua versão maior, 770 cavalos de potência a 1.800 rpm e um torque máximo absurdo de 3.700 Nm.

De acordo com os técnicos da Scania, economia de combustível é o resultado de um amplo ajuste e desenvolvimento pelos engenheiros da empresa, envolvendo o redesenho de mais de 70 novas peças, para chegar a um resultado de atrito reduzido, taxas de compressão mais altas, sistema de pós-tratamento aprimorado e novo sistema de gerenciamento eletrônico.

Nova caixa automatizada Opticruise G33

A nova caixa de transmissão automatizada Opticruise G33 da Scania foi toda redesenhada. Em primeiro lugar, ela tem apenas dois sincronizadores, contra sete na versão anterior. As novas caixas de câmbio são mais curtas e mais robustas, com eixos capazes de lidar com mais torque. Isso também permite a oportunidade de usar engrenagens com engrenagens um pouco mais largas que podem suportar mais carga e são mais duráveis.

Mas ficou mais difícil para os robôs que trocam as marchas. A remoção das sincronizações exige mais do sistema de gerenciamento da caixa de câmbio e da estratégia geral de troca de marchas. Todos os eletrônicos são, portanto, novos e gerenciam os atuadores pneumáticos e os freios de eixo (três no total) que são instrumentais para mudanças de marcha rápidas, suaves e precisas.

Segundo a Scania, o destaque das novas caixas de câmbio é sua capacidade de economia de combustível. Eles contam que o projeto ficou focado particularmente na redução significativa do atrito interno na transmissão. Isso foi realizado polindo algumas das engrenagens, usando óleo MTF de baixa viscosidade e reservando a maior parte do óleo em uma parte separada, semelhante a um reservatório seco, no topo da caixa de engrenagens. Isso reduz o respingo de óleo interno, pois as engrenagens não são continuamente expostas ao óleo. Certas áreas de engrenagem que são vulneráveis ao desgaste intenso ao absorver a força são banhadas com óleo extra por tubos de spray para maior resfriamento e lubrificação.

A primeira edição da linha, G33CM, é cerca de 60 kg mais leve do que as caixas de câmbio atuais, principalmente devido às partes de alumínio e dimensões um pouco menores. As novas caixas de câmbio são mais curtas do que a caixa de câmbio Scania mais comum atualmente, GRS905. Usando apenas dois sincronizadores (em comparação com sete),

Aplicações em países montanhosos

As composições puxadas pelos novos caminhões V8 770S da Scania são usadas em aplicações para o transporte internacional europeu, principalmente para mercados da Europa que tenhal o relevo acidentado. É o caso da Espanha e da Itália, por exemplo. São países onde, segundo a Scania, os clientes gostam de caminhões V8, porque precisam enfrentar terrenos montanhosos, estradas íngremes e trechos desafiadores.

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Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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