Cem mil vezes Volvo I-Shift no Brasil

Cem mil vezes Volvo I-Shift no Brasil

Fabricante comemora marco histórico da sua produção de caminhões e ônibus no Paraná com suas transmissões inteligentes agora reconhecidas como padrão para o transporte brasileiro

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A Volvo acaba de registrar o número de 100 mil transmissões automatizadas I-Shift feitas no Brasil. O número representa a virada de jogo para este tipo de caminhão ou ônibus, em relação à transmissão manual, que, cerca de 15 anos atrás, ainda dominava o transporte de cargas e passageiros no nosso país. Hoje, a transmissão automatizada é item de série da grande maioria de linhas de caminhões pesados nos fabricantes brasileiros.

“A transmissão automatizada da Volvo foi o maior avanço para economia de combustível, conforto e produtividade no setor de transportes comerciais desde sua introdução no Brasil”, declara Alan Holzmann, diretor de estratégia de produto da Volvo.

Hegemonia automatizada

Na Volvo, a linha F é 100% automatizada. Os pesados VM e os ônibus rodoviários da marca saem de fábrica com a automatizada. Se quiser manual tem que pedir. “Foi uma aceitação espetacular”, diz o executivo da Volvo, ao lembrar que a caixa automatizada era uma tecnologia nunca vista antes no setor de transporte comercial nacional quando foi lançada em 2003, ainda em sua versão importada da Suécia, sede mundial da Volvo. “Mesmo na Europa, era um projeto disruptivo, muito superior às caixas manuais ou às caixas automáticas tradicionais, com conversor de torque. A I-Shift da Volvo foi um grande divisor de águas, muito à frente da tecnologia de qualquer outro fabricante de transmissões”, assegura.

“A I-Shift é um dos produtos mais admirados da Volvo em todo o mundo”, destaca Luiz Bohatch, diretor de produção de Powertrain na Volvo no Brasil, divisão responsável pela produção dessa caixa automatizada no complexo industrial da marca em Curitiba, no Paraná. “Hoje, ela está presente em quase todos os veículos comercializados nos mercados internacionais da Volvo”, complementa o executivo.

Engenheiros, técnicos e montadores brasileiros e suecos trabalharam em cooperação no projeto para implementar a linha de produção de caixas I-Shift no Brasil em 2011, a primeira do gênero fora da Suécia. “Além do desenvolvimento de competências técnicas de produto e processo, a experiência de trabalhar com colegas suecos e brasileiros em um projeto que, na época, já previa soluções alinhadas com a Indústria 4.0, foi marcante. Somos um único time, com uma única direção”, afirma Bohatch. No projeto de nacionalização foram aplicados inúmeros conceitos e princípios do VPS, sigla interna que define o modelo de produção enxuta aplicado pela Volvo. O objetivo é garantir segurança, qualidade e produtividade através de avançadas tecnologias no processo de manufatura.

Caminhão mais econômico

Como resultado da engenharia, a caixa automatizada da Volvo mostrou resultado e a redução do consumo de diesel dos caminhões da marca ficou evidente e se integrou à reputação dos veículos da linha FH. Prova disso é a liderança de mercado em 2019 e também neste ano. “O Diesel é um dos principais custos na planilha do transportador e a caixa I-Shift contribui para uma condução melhor, com menos gasto de combustível”, assegura Alcides Cavalcanti, diretor comercial de caminhões da Volvo.

De acordo com a Volvo, sua caixa automatizada de nome estrangeiro e alma brasileiro tem uma eletrônica tão avançada que permite a eliminação dos anéis sincronizadores, pois o sistema faz o engates suaves e precisos, necessários nesse tipo de caixa. O cérebro eletrônico da caixa I-Shift processa milhares de informações por segundo para sempre escolher a melhor marcha, calculando fatores como velocidade, carga do motor, temperatura, topografia da estrada, inclinação, peso da carga, e por aí vai…

“Com todos esses parâmetros ela faz trocas impossíveis de serem realizadas manualmente, sempre buscando o menor consumo e o melhor desempenho”, explica Alan Holzmann. Com trocas suaves, a transmissão também garante maior durabilidade de todo o trem de força – motor, embreagem, eixo cardan, diferencial, eixos traseiros – além de assegurar menor desgaste de pneus.

Para o motorista, há mais conforto e segurança, sem as variações na condução provocadas pelo cansaço de centenas de trocas em caixas manuais, que resultam em perda de desempenho e maior consumo de combustível. Sem pedal de embreagem, a I-Shift facilita bastante o trabalho do condutor. No modo automático, basta acelerar e frear. No manual, um simples toque em um botão troca as marchas sem esforço.

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Leo Doca – Agência Transporta Brasil (ATB)
leodoca@transportabrasil.com.br

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Agência Transporta Brasil – ATB

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