Rígidos de 17 t representam entre os semipesados

Rígidos de 17 t representam entre os semipesados

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Os caminhões com PBT de 17 t já representam boa fatia do mercado de caminhões semipesados. Para se ter uma ideia, em 2018 esse segmento total de semipesados foi responsável pelas vendas de 19.049 unidades, de acordo com dados da Anfavea, entidade que representa o setor.

Contudo, se for contabilizar só os caminhões de 17 t, que atuam nessa categoria – e aí entram modelos rígido e trator, – eles foram responsáveis por 28% das vendas, algo como 5.337 unidades. Isso significa que a categoria de 17 t é a segunda mais importante dentro da gama de semipesados.

Apesar de serem caminhões plurais, que atendem aos mais diversos segmentos da logística como carga seca, furgão de alumínio, frigorífico ou isotérmico, bebida, tanque de água e até como veículo de apoio, quem puxou o coro para os bons números dentro do segmento das vendas foi o baú carga geral, seguindo pelo tradicional carga seca.

Os caminhões rígidos de 17 t são os que mais têm representatividade nas vendas, sobretudo, aqueles com motorização inferior a 300 cv.

As marcas Ford, Iveco, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo possuem versões com PBT de 17 t para cavalos mecânicos, porém, com potências superiores aos 300 cv.

Nos rígidos essas marcas estão presentes e são, porém, bem mais atuantes. Mesmo sendo caminhões mais espartanos e que viajam em operações de curtas a médias distâncias rodoviárias, com exceção do Iveco Tector e do Constellation 17.230, todos eles já entregam transmissão automatizada como opcional e algumas dispõem de itens de conforto e que lhe tornam mais completos.

Por valores adicionais entre R$ 9 e R$ 15 mil – dependendo da negociação com a montadora – vale a pena levar para a garagem a versão com transmissão automatizada. Além de unificar a frota em relação ao consumo de combustível e itens de manutenção, prolongando a vida útil, são caminhões mais valorizados na hora da revenda. Vamos a eles!

Os produtos por ordem de venda

Volkswagen 17.230

A Volkswagen Caminhões e Ônibus é a que tem mais vende entre os 17 t abaixo dos 300 cv. Ela possui duas versões que valem a pena destacar. Uma por encabeçar o ranking de vendas dentro dessa subcategoria, o Constellation 17.230, modelo que nestes primeiros três meses do ano já vendeu 255 unidades, ou seja, o que mais vendido entre já faturou da turma até o momento.

O caminhão é equipado com motor MAN D08 de 9 litros com potência de 225 cv a 2.400 e torque de 87 mkgf entre 1.100 e 1.600 rpm, com transmissão manual Eaton FS 6406, de 6 marchas manual – não existe a opção automatizada para este modelo.

O motor é o seu diferencial: possui tecnologia EGR. Os demais das outras marcas são SCR necessitando do reagente químico Arla 32 para atender às demandas da redução de emissão de poluentes.

Seus entre-eixos são de 3.560 mm, 4.340 mm, 4.800 mm e 5.207 mm, e o peso em ordem de marcha varia de 5.170 a 5.640 kg. Há ainda a versão Robust para as operações mais fora de estrada. Nessa configuração ele sai de fábrica com banco de vinil e para-choque curto metálico.

Na sua configuração mais básica ele custa R$ 221.408, segundo a Fipe, trazendo ABS por força da lei.

Constellation 17.280, uma nova alternativa, bastante atraente

Outro modelo que a marca tem, porém, ainda pouco expressivo em vendas é o 17.280. De janeiro e março deste ano ele vendeu apenas 51 unidades, contudo, ele foi lançado no ano passado na versão rígida e trator. Mas vale a pena falar sobre ele por carregar a vantagem do motor EGR do MAN D08, de 277 cv a 2.300 rpm de potência e 107 mkgf de 1.100 a 1.700 rpm de torque, e isso lhe torna o único a dispensar o Arla 32 entre os seus competidores.

Outro diferencial desse caminhão é a opção da transmissão V-Tronic ZF AS 1000TO de 6 marchas que agrega sensor de partida em rampa. Na versão mecânica a caixa é ZF de 9 marcha s. E o modelo com entre-eixos de 3.560 mm, 4.340 mm, 4.800 mm e 5.207 mm é oferecido nas opções de cabine estendida ou leito teto alto ou baixo. Seu peso em ordem de marcha parte de 5.220 a 5.690 kg.

No que se refere à segurança, além dos freios ABS, por força da lei, é equipado com EBD. O modelo ainda conta com o freio-motor EVB por cabeçote. A bordo a cabine é a mesma do Constellation de 24 t, portanto, espaçosa e básica em termos de acabamento. Mas a VWCO oferece pacotes. O de entrada Trend o modelo é bem básico oferecendo apenas coluna de direção ajustável, painel de instrumentos completo e aba protetora do boné.

Na sua configuração mais básica ele custa R$ 243.610,00 0 km segundo a Fipe.

Volvo VM 270

O representante da grife sueca é o segundo mais vendido entre os caminhões com PBT de 17 t. No primeiro trimestre deste ano foram 215 unidades vendidas. O modelo da Volvo é equipado com motor MWM de 7 litros, com potência de 270 cv a 2.200 rpm e um torque de 97 mkgf de 1.200 a 1q.600 rpm, com tecnologia SCR. A transmissão é mecânica de 9 velocidades, mas a Volvo oferece a opção da Ii-Shift de 12 marchas.

O modelo possui freio-motor VM-EB tipo borboleta e freios ABS (por lei).

Ele é oferecido nas opções de cabine simples ou leito, com entre-eixos de 3.650 mm, 4.550 mm, 4.800 mm e 5.150 mm e o peso em ordem de marcha é de 5.527 a 6.647 kg, dependendo da configuração de cabine.

O preço parte de R$ R$ 266.159.

Apesar de a sua cabine ser mais simples em relação aos seus irmãos maiores FH, já que se trata de um projeto desenvolvido entre Volvo e Renault para os mercados emergentes, o conforto está presente em todo habitáculo cujo acabamento remete se tratar de um Volvo. Além disso, a ampla área envidraçada faz a diferença no dia a dia no trânsito.

Ford Cargo 1723

Nos três primeiros meses deste ano, o Cargo 1723 emplacou 126 unidades. O modelo herda a mesma valentia dos irmãos vocacionais do mesmo segmento, e isso lhe dá vantagens , mesmo porque herda o mesmo no quesito trem de força.

O Cargo é equipado com motor Cummins ISB de 230 cv a 2.300 rpm de potência e 83,7 mkgf de 1.100 a 1.800 rpm de torque que combina a uma transmissão manual Eaton mecânica de 6 marchas, ou a opcional Eaton Torqshift de 10 velocidades automatizada.

Essa transmissão se difere em relação aos seus concorrentes por entregar algumas funções de condução que trazem mais dinamismo à operação.

No Ford, a Eaton inteligente entrega a função HLA de partida em rampa. Função Kickdown, que ajuda os motoristas fazerem ultrapassagens ou retomadas de velocidade aproveitando ao máximo o desempenho do motor. A função Flow oferece o máximo rendimento do freio-motor e maior durabilidade do freio em declives e a Creep permite o motorista manter o veículo em marcha lenta, sem ter de manter o pé no pedal, tanto para frente quanto em marcha-ré.

Por fim, o pedal de acelerador conta com dois estágios: divididos em modo Economia e modo Performance, esses estágios possibilitam duas formas de condução. No modo Economia, as trocas de marcha acontecem a 1.800 rpm, proporcionando maior economia de combustível. E no modo Performance, as trocas ocorrem a 2.300 rpm, privilegiando o desempenho.

Vale mencionar, ainda, que esse modelo é preparado para atuar na operação de coleta de lixo, e nessa versão atende por Cargo Kolector, podendo receber a transmissão automatizada também nessa configuração.

– Vendido com versão de cabine simples ou leito e nas opções de entre-eixos de 4.340 mm e 4.800 mm, seu peso em ordem de marcha parte de 5.644 a 5.970 kg. Ele custa a partir de R$ 266.159,00. Traz de série ABS, com EBS e ASR.

Mercedes-Benz Primeiro trimestre

Atego 1726

Foram apenas– 77 unidades vendidas no primeiro trimestre de 2019, porém, esse caminhão evoluiu muito nos últimos anos, lhe rendendo boa fama em relação ao conforto e ao trem de força mais econômico.

O modelo é oferecido nas versões plataformas (podendo atender aos inúmeros perfis de transporte já mencionados), além de coletor de lixo e também em operações onde a tração 4×4 é exigida. Sendo o único dessa categoria a oferecer essa tração.

No quesito motor é equipado com o MB OM-926 LA, de 6 cilindros e 7 litros, com potência de 256 cv a 2.200 rpm e torque de 92 mkgf de 1.200 a 1.600 rpm. Esse motor é combinado a transmissão MB-G85, manual de 6 velocidades.

Mas a MB também oferece a transmissão automatizada MB G140 de 8 velocidades, denominada Powershift que traz as funções Power, que oferece força quando necessário, modo EcoRoll que coloca a transmissão em neutro aproveitando o embalo do caminhão, poupando combustível e o modo Manobra, que corta o torque do veículo para não ter gastos excessivos nos pátios de manobra, por exemplo. Essa transmissão traz sensor de inclinação de via e piloto automático inteligente.

O freio-motor é o já conhecido Top Brake de série.

O caminhão é oferecido nas versões de cabine simples, estendida ou leito com teto alto ou baixo, e na configuração de tração 4×4 só com cabine estendida. Contudo, entrega as opções de entre-eixos de 3.571 mm, 4.796 mm, 5.409 mm e na versão 4×4 é de 4.160 mm.

No que se refere ao acabamento, o caminhão possui climatizador mais compacto, porém com maior capacidade de ventilação e o painel de instrumentos recebeu novas funções, incluindo informações sobre a turbina, ajudando assim no maior controle do consumo.

O seu peso em ordem de marcha é de 5.070 mm a 5.260 mm – o mais leve entre os concorrentes; e na versão 4×4 é de 5.440 kg.

Em termos de segurança o modelo é equipado com ABS por força da lei, com ASR e EBD.

Para quem precisa de uma versão de maior potência, a Mercedes oferece, ainda, o Atego 1729, modelo com motor que gera potência de 286 cv. Ele também atende às operações como coleta de lixo.

O Atego 1726 custa R$ 229.257 e o 1729 custa R$ 243.950.

Iveco Tector 170E28

O Tector é o modelo que menos emplacou em vendas, foram 11 unidades nos primeiros três meses do ano. Ele ainda não oferece a transmissão inteligente como opcional, sendo equipado com caixa Eaton FS 6406B, mecânica de 6 marchas, manual.

Contudo, nas versões a partir de 300 cv o Tector é o que possui a transmissão mais inteligente entre os semipesados de igual categoria. Denominada Auto-Shift Plus de 10 marchas, ela conta com modos de conduções, sendo alguns exclusivos. Por isso, vale a pena conhecer essa versão do brutão.

O Tector 170E28 é dono do motor FPT NEF6 de 280 cv a 2.500 rpm de potência – a maior potência entre os competidores aqui mencionados, e 97 mkgf de 1.250 a 1.850 rpm de torque.

Sua cabine é oferecida na versão simples e leito teto baixo ou alto, com opção de entre-eixo de 4.185 mm e 5.175 mm, e o peso em ordem de marcha é de 5.461 a 5.615 kg.

A bordo o Tector conta com um computador de bordo que gerencia várias funções do caminhão. A coluna de direção é regulável e o banco do motorista tem suspensão pneumática.

O modelo custa R$ 234.142, a unidade 0 km.

Andrea Ramos, Editora-executiva da Agência Transporta Brasil (ATB)
andrearamos@transportabrasil.com.br

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