Fim do F-350: como ficam os semileves?

Fim do F-350: como ficam os semileves?

O F-350 é um ícone de mercado e que será descontinuado. A cabine bicuda é seu principal predicado, contudo, há bons competidores com cabines avançadas que podem ser boa pedida

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O anúncio que a Ford fecharia sua fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, pegou muita gente de surpresa, inclusive fãs e clientes da marca.

Contudo, para alguns clientes pode ser uma oportunidade de adquirir as últimas unidades produzidas a preços convidativos e usá-los por um bom tempo, já que por natureza são os caminhões Ford são resistentes, e que mesmo com a descontinuação da fábrica e da linha, por utilizarem componentes globais, no que se refere à manutenção, não ficarão desamparados.

Outros, no entanto, podem preferir buscar alternativas entre os competidores. Por essa razão, a Agência Transporta Brasil, durante esta semana, vai apresentar uma série de reportagens sobre os modelos da Ford Caminhões  que mais se destacam por segmento, e quem são seus competidores em termos técnicos, preço e posição de mercado.

Bom nas vendas

No acumulado de fevereiro de 2019, o Ford F-350 figura na 3ª posição do ranking de vendas dos semileves com 139 unidades vendidas; assim, ele perde para o Mercedes-Benz Sprinter 415 que encabeça o ranking com 253 unidades, seguido do 2° colocado Volkswagen 6.160  com 251 modelos vendidos.

O design que o posiciona como único em seu segmento, graças à cabine avançada, é também a razão de seu sucesso. Claro, que une-se a isso o seu arranjo técnico. O motor é o Cummins ISF, de 2.8 litros, que desenvolve potência de 150 cv a 3.200 rpm, e torque de 36,7 mkgf de 1.800 a 2.700 rpm, que para atender a norma para redução de emissão de poluente utiliza o sistema SCR, em que há a necessidade do reagente químico Arla 32.

Mecânica consagrada

Combinado ao propulsor está a transmissão manual de 5 marchas da Eaton, modelo FSO 4505. Essa transmissão é a mesma que equipa modelos mais pesados da gama como o Ford Cargo 1119, cujo PBT é de 10,5 t, o que mostra que a F-350 está dimensionada para suportar os impactos de rodar em regiões mais severas, já que seu PBT é de 4,5 t. Cabe lembrar que esse modelo é bastante vendido pelo interior do país, justamente por esse ar robusto que entrega.

Produzido apenas na versão com cabine simples, seu entre-eixo é de 3.581 mm. No quesito segurança, esse é um segmento que entrega o mínimo. Por força da lei seus freios, a disco na dianteira e tambor na traseira, são ABS com EBD (controle da força da frenagem nos eixos).

A F-350 custa R$ 130.270, porém depois do anúncio do fechamento da fábrica, possivelmente a marca, por meio de sua rede, fará uma política de preço mais vantajosa para alguns de seus modelos. Mas dificilmente essa política se aplicará à gama F, incluindo a F-4000, pois são modelos que fazem parte do imaginário coletivo e foco de muitos colecionadores. Prova disso é que quando a Ford anunciou o encerramento da linha F no final de 2011, em razão da tecnologia Euro 5, que entraria em vigor no ano seguinte, em menos de seis meses não havia mais modelos no estoque. Em 2014, a marca voltou atrás retornando a produção dos modelos F já atendendo a lei de emissão e ainda mais potentes.

Os competidores

Mercedes-Benz

O Sprinter 415, na versão chassi-cabine, custa R$ 115.549, e o Sprinter 515, também chassi-cabine, custa R$ 128.630. A versão mais vendida é a 415 CDI, com PBT 3,8 t, enquanto que a 515, o PBT é de 5,0 t. Em relação á F-350 são mais modernas no que se refere a itens de segurança e equipamentos. Além do ABS por lei, o Sprinter é equipado com ASR (controle de tração), ESP (controle eletrônico de estabilidade) com integração do BAS (sistema de assistência de frenagem) e EBS (sistema de distribuição eletrônica da força de frenagem). E com relação ao conforto estão presentes o ar-condicionado, rádio com USB, entrada auxiliar com Bluetooth são de série.

Seu motor é o OM de 145 cv de potência e 33,6 mkgf de torque, combinado a uma transmissão manual ZF de 6 marchas.

Volkswagen

Apesar de o modelo da Volks de mais sucesso de vendas no segmento ser o Delivery 6.160, a fabricante ainda oferece a versão Delivery 4.150 – que por sua vez tem vantagens com relação ao financiamento. A VW, por meio do seu banco, promete taxas mais competitivas para essa versão com PBT de 3,8 t. Contudo, seu preço é superior ao F-350, além de sua capacidade ser inferior, custa R$ 143.000, enquanto que a versão de 5,8 t de PBT custa R$ 144.333 – por R$ 1.333 a versão de 6 t para quem pode bancar é mais competitiva graças as 2 t a mais de PBT.

Esses modelos são equipados com motor Cummins, o 4.150 o motor é de 150 cv a 3.500 rpm com torque e 36,7 mkgf de 1.500 a 2.800 rpm, já a versão de 6 t, o motor é de 156 cv a 3.200 rpm e torque de 43,8 mkgf de 1.500 a 2.400 rpm – o maior torque entre os competidores.

Iveco

O Daily 55C17 da grife italiana, quando a Ford interrompeu por dois anos a produção do F-350, foi o grande substituto. Foi o momento que a Iveco viu o seu modelo, que hoje é o quinto mais vendido do segmento, ser o líder. O modelo cujo PBT é de 5,3 t custa R$ 130.750 na versão chassi cabine. Seu motor é o FPT de 170 cv a 3.500 rpm – o mais potente da categoria – e o torque é de 40,8 mkgf mkgf de 1.250 a 2.900 rpm.

O design do Daily também justifica o seu sucesso. De cabine semiavançada faz muito sentido ele ter sido o substituto natural da F-350, além de o preço ser equivalente ao representante da Ford.

Andrea Ramos
Editora-executiva da Agência Transporta Brasil
andrearamos@transportabrasil.com.br

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