BNDES dá ‘calote’ em empresas venncedoras de concessões de rodovias federais

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Três das cinco empresas que arremataram as concessões de rodovias federais leiloadas no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff ainda estão sem os empréstimos de longo prazo que vinham sendo prometidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco descumpriu o compromisso de dar uma palavra final sobre os pedidos de financiamento até o fim de 2015.

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As concessionárias controladas por Odebrecht Transport, Triunfo e Invepar ainda não tiveram seus pedidos aprovados. Elas venceram leilões em 2013 e já começam a usar recursos próprios para não interromper os trabalhos nas rodovias que assumiram. O dinheiro dos empréstimos-ponte – mais caros e de curto prazo -, tomados enquanto eram negociados financiamentos definitivos, se esgotou.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, prometeu ao Ministério dos Transportes aprovar o crédito de longo prazo até dezembro passado. Esse mesmo compromisso havia sido feito pelo banco em declarações oficiais e por seus diretores na Comissão de Infraestrutura do Senado, que realizou audiência pública recentemente para cobrar explicações pelo atraso na liberação das verbas.

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Apenas duas concessionárias conseguiram a aprovação de seus pedidos. A primeira foi a MGO, que administra a BR-050 entre Goiás e Minas Gerais, cujo financiamento é de R$ 552 milhões e pode subir para R$ 1,1 bilhão. Na última semana do ano, o banco aprovou um empréstimo de R$ 2,3 bilhões para a BR-163 no Mato Grosso do Sul, da CCR.

De acordo com o BNDES,   o banco estatal continua trabalhando para aprovar em breve os financiamentos de longo prazo das rodovias licitadas em 2013, mas  não se compromete com uma nova data para isso. As concessionárias à espera de crédito são a Rota do Oeste (Odebrecht), Via 040 (Invepar) e Concebra (Triunfo). Juntas, são responsáveis por 2,9 mil km de vias.

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