Governo quer alinhar construção de ferrovias no Mato Grosso com obras de terminais no Pará

Projeto tem o objetivo de melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste que hoje sai pelo Porto de Santos

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O Governo Federal afirmou que considera fundamental alinhar o cronograma de construção da ferrovia Lucas do Rio Verde-Miritituba (PA) à construção de terminais paraenses para facilitar principalmente o escoamento da produção mato-grossense, que lidera o ranking nacional. O posicionamento foi destacado pelo ministro da Secretaria de Portos, Helder Barbalho, ao anunciar nesta semana a liberação de 51 bilhões de reais em investimentos previstos para o setor portuário brasileiro nos próximos anos.

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Por meio de comunicado divulgado pela secretaria, o ministro destacou que “o objetivo é fazer com que os calendários de construção da ferrovia e dos terminais previstos para o Pará se encontrem. Assim, vamos criar uma alternativa logística para a soja, que hoje sai por Santos”. Do total de investimentos para os próximos anos, 3,9 bilhões de reais serão de recursos do governo e entre  47 e 48 bilhões de reais virão da iniciativa privada.

No início do mês, mais um passo foi dado para construção da ferrovia ligando Lucas do Rio Verde, que também passa por Sinop e segue Mirituba, em pouco mais de 1 140 quilômetros com previsão de 9,9 bilhões de reais em investimentos. O Ministério dos Transportes confirmou ter recebido da empresa paulista Estação da Luz Participações (EDLP), os estudos de viabilidade, mas que só devem ser apresentando em audiências públicas ainda a serem definidas.

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O objetivo, com a ferrovia, é melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, com conexão com  Porto de Miritituba, na hidrovia do Tapajós, trazendo maior competitividade. A produção estimada, para este ano, pela Companhia Nacional de Abastecimento, passa de 49 milhões de toneladas de grãos. Por isso, entidades do agronegócio, como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), têm defendido a construção da ferrovia para escoar parte da produção de soja, milho, algodão, carne e madeira do Médio Norte. A estimativa é que o potencial de escoamento atingiria 30 milhões de toneladas até 2020.

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