Governo busca investidores para o Trem Pé Vermelho, no Paraná

Trem de passageiros corta treze cidades do estado em seu projeto original, mas empresas tem outros planos para explorar trecho

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O governo do Paraná realizou ontem em Curitiba uma reunião para apresentar o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do Trem Pé Vermelho a possíveis investidores. O PMI já está aberto e os interessados têm até 19 de janeiro para formalizar suas participações no processo. O projeto do trem de passageiros ligando as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá foi elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para o Ministério dos Transportes.

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Segundo o coordenador de Desenvolvimento Governamental da Secretaria do Estado do Planejamento, Jurandir Guatassara Boeira, a reunião atraiu o interesse dos investidores. Entre outros, estiveram no Palácio das Araucárias representantes de duas multinacionais da indústria ferroviária: CAF e Alstom. E também de importantes empresas de consultoria na área de infraestrutura como Royal Haskoning, KPMG e Mind. “Os investidores vieram porque têm interesse em conhecer a nossa proposta” , afirma.

Segundo Boeira, além do financiamento da obra, um dos desafios é harmonizar o interesse de três tipos diferentes de usuários. Há quem queira o trem como transporte urbano dentro das duas regiões metropolitanas. Há quem defenda um trem parador, passando por todas as cidades, e quem queira um trem expresso entre os aeroportos de Londrina e Maringá , declara.

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Pelo projeto da UFSC, a ferrovia deve passar por 13 cidades. São cerca de 150 quilômetros cortando os municípios de Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã.

 

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