Mais de 3 mil órgãos e tecidos para transplante foram transportados por empresas aéreas brasileiras em 2015

Serviço é gratuito e integra a rede de transplante de órgãos do SUS (Sistema Único de Saúde)

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Mais de 3,3 mil órgãos, tecidos, itens e equipes médicas foram transportados pelas principais empresas aéreas brasileiras entre janeiro e julho deste ano. O serviço, prestado desde 2001, é gratuito e integra a rede de transplante de órgãos do SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2013, este serviço foi reforçado com a assinatura de um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde, a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), a SAC (Secretaria de Aviação Civil), a Infraero e concessionárias de aeroportos. Com essa iniciativa, o número de transportes mais que dobrou. Em 2012, foram contabilizados aproximadamente 2,5 mil transportes. Em 2013, número passou para 6,9 mil e, em 2014, atingiu 7,9 mil.

“O aumento do número de doadores, aliado aos acordos de cooperação técnica, provocou o aumento no número de voos que fizeram esse tipo de transporte. Um representante da Central Nacional de Transplantes permanece 24 horas por dia, sete dias por semana, no CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea), o que torna mais rápida a tomada de decisões sobre o voo que poderá fazer o transporte do órgão ou tecido até o seu destino”, explica o consultor técnico da Abear, Paulo Roberto Alonso. “Além de o material ser transportado geralmente na cabine, às vezes com, às vezes sem acompanhante, a aeronave que está transportando o órgão para transplante tem prioridade em pousos e decolagens em relação às demais aeronaves”. O conjunto de medidas, além de agilizar a chegada ao receptor, reduz o risco de perda em razão do tempo, a contar da remoção do material do corpo do doador.

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