Índice mensal de pessoas que usam ônibus como principal meio de transporte cai 2% entre 2013 e 2014

Número de passageiros passou de 389 milhões, em 2013, para 382 milhões, no ano passado, resultando em 300 mil pessoas a menos transportadas por dia

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dest-faixa-exclusiva-onibusEstudo da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) revela que, entre 2013 e 2014, a movimentação mensal de passageiros que usam o ônibus como o principal meio de transporte caiu 2%. A pesquisa foi baseada em Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O resultado aponta que o número de passageiros passou de 389 milhões, em 2013, para 382 milhões, no ano passado, o que representa 300 mil pessoas a menos transportadas diariamente.

“As pessoas têm buscado velocidade nos deslocamentos. Como os ônibus ficam cada vez mais parados no trânsito, os passageiros acabam optando por migrar para outros meios que colaborem para a redução no tempo de viagem”, diz o presidente da NTU, Otávio Cunha. O dirigente cita motocicletas e bicicletas como alternativas escolhidas.

Para ele, uma das soluções seria a priorização da infraestrutura de transporte público para que os ônibus deixem de disputar espaços com os automóveis, como a implantação de mais BRTs, além de corredores e faixas exclusivas. No total, apenas 79 cidades brasileiras possuem algum desses sistemas, enquanto existem 419 projetos em obras ou em operação, totalizando aproximadamente 3,2 milhões de quilômetros de extensão.

Além da redução no número de passageiros que optaram pelo ônibus, outros indicadores também caíram, segundo o estudo da NTU. Entre eles estão a quilometragem mensal produzida, bem como o índice de passageiros por quilômetro. A tarifa média das tarifas também teve redução de 2,5%.

“Como a arrecadação das empresas diminuiu, o setor perdeu condição de investimento em novos veículos. A idade média da frota aumentou 4,5%, passando de 4,4 anos, em 2013, para 4,6 anos, em 2014”, ressalta Cunha.

O preço do óleo diesel também aumentou 3%, em média. A alta no valor do insumo, que representa 23% dos custos do setor, tem causado impactos negativos junto aos transportadores.

Segundo o estudo, apenas nove capitais do País apresentaram Planos de Mobilidade Urbana ao Ministério das Cidades. Somente 0,04% dos municípios acima de 20 mil habitantes apresentaram planos.

“Falta pessoal qualificado para isso. Hoje os municípios não têm estrutura. Eles têm que contratar consultorias para fazer os planos, que, via de regra, são muito caros. Não há recursos para pagar por esse serviço”, conclui o presidente da NTU.

Com informações da agência CNT

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