Produção brasileira de veículos apresenta queda de 18,5% no 1º semestre de 2015

Produção brasileira de veículos apresenta queda de 18,5% no 1º semestre de 2015

Com 45% de decréscimo, segmento de caminhões apresentou pior resultado desde 1999

Vendas de caminhões avançam mais que produção e desestocagem já passa de 13 mil unidades
Venda de veículos no Brasil sofre queda de 7,56% em agosto
Licenciamento de caminhões no Brasil sobe mais de 60% em março

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Segundo dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) nesta segunda-feira (6/7), a produção brasileira de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, caiu 18,5% no durante o primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. Resultado é o pior para o período desde 2006, quando o setor somou 1,13 milhão de unidades emplacadas.

Entre janeiro e junho, foram montadas 1.276.638 unidades, contra 1.566.049 no ano passado. O declínio acompanha o decréscimo de 20,7% nas vendas.

Ainda em junho, a produção chegou a 184.015 unidades, o que representa recuo de 12,5%, em relação a maio, que havia alcançado 210.386 unidades. De acordo com a associação, comparado com junho de 2014, quando 215.934 veículos foram produzidos, houve baixa de 14,8%. O resultado é o pior para o mês desde 2004.

Embora tenham número bem menor que de automóveis, a fabricação de caminhões e ônibus sentiu mais a crise no setor, com declínio de 45% e 27%, respectivamente. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, o segmento de caminhões retornou à produção de junho de 1999, em termos de quantidade: 5284 unidades.

Por outro lado, a exportação de veículos se recuperou e soma 197.348 unidades no semestre uma alta de 16,6% ante o mesmo período do ano passado. Em junho, o número de unidades enviadas para fora do Brasil chegou a 48.068.

O setor prevê retomada do segmento somente a partir do segundo trimestre de 2016. Sobre os empregos, atualmente, 136,9 mil pessoas trabalham na indústria automotiva, ante 151,4 mil no final de junho do ano passado. O presidente da entidade afirmou que outros 36,9 mil trabalhadores estão afastados por meio de licença, férias coletivas ou contratos suspensos.

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