DNIT decide ampliar serviço dos Veículos de Diagnóstico de Rodovias

Chamados de VDRs, as unidades examinam qualidade dos pavimentos das estradas brasileiras com tecnologia de ponta

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O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) anunciou que vai lançar no mês de setembro o edital da próxima licitação para prestação do serviço de VDR (Veículo de Diagnóstico de Rodovias).

Trata-se de uma ferramenta do Sistema de Gerenciamento de Pavimento da malha rodoviária federal. O VDR coleta imagens, também grava e envia os vídeos dos cerca de 55 mil quilômetros de rodovias federais sob responsabilidade da autarquia. A partir dos dados, o DNIT pode aprimora gastos e prioriza obras.

Entre as novidades para o próximo contrato, está em estudo a ampliação de quatro para seis os lotes de concessão do trabalho de mapeamento.

Idealizados pela Coplan (Coordenação de Planejamento), da CGPLAN-DPP (Coordenação Geral de Planejamento e Programação de Investimentos), em operação desde 2012, os veículos contam com tecnologias para a realização do diagnóstico das rodovias. Além de filmagem em HD (alta resolução), ele tira fotos de quatro megapixels a cada cinco metros e possui sistema de rastreamento por satélite, barômetro digital, GPS de navegação, odômetro de precisão e sensores laser. O VDR observa e coleta informações que alimentam um sistema de computadores para processamento e envio das informações, a fim de se aferir o IRI (Índice de Irregularidade Internacional), um indicador da qualidade da estrada.

“Antes do VDR, os dados coletados nas estradas aconteciam em datas e situações aleatórias e eram analisados separadamente por empresas diferentes, o que aumentava os custos”, diz o diretor-geral do DNIT, Valter Casimiro Silveira.

No VDR, um operador também observa os desvios da superfície do pavimento asfáltico e sua influência sobre a dinâmica dos veículos e conforto dos usuários, ação chamada de LVC (Levantamento Visual Contínuo), onde as irregularidades da rodovia são registradas em um programa de computador específico.

“No ano de 2009, o custo por quilômetro estudado era de R$ 151, ao passo que em 2013, quatro anos depois e um ano após início efetivo da operação, o valor caiu para R$ 76”, comenta o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Adailton Dias. Segundo ele, eram necessários 18 meses de medições para a cobertura de toda a malha federal a um custo de R$ 12 milhões. Este valor foi reduzido para um terço e o prazo para conclusão foi limitado a oito meses.

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