Terminais alfandegados do Porto de Suape (PE) já podem operar com cargas de cabotagem

Também está liberado o armazenamento de produtos por até sete dias; nova regra permite maior competitividade

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Os terminais alfandegados do Porto de Suape (PE) estão liberados para realizar operações com cargas de cabotagem e efetuar armazenamento por até sete dias. Antes da autorização, as mercadorias oriundas de rotas nacionais eram embarcadas ou desembarcadas dos navios diretamente para os caminhões e só podiam ficar guardadas em empresas de logísticas localizadas fora da zona primaria portuária, diferentemente das cargas do exterior, que podiam ficar armazenadas.

A nova regra que permite maior competitividade em Suape é da Alfândega da Receita Federal do Brasil no porto pernambucano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União neste mês, seguindo o modelo que já ocorre no Porto de Vitória (ES). Para realizarem as operações, os terminais precisam solicitar autorização ao órgão.

A administração portuária prevê operações de cabotagem de grandes peças produzidas no Brasil mais ágeis, pois a logística envolverá menos caminhões e um maior ganho de tempo.

“Ampliamos o leque da movimentação de cabotagem no porto e oferecemos mais competitividade aos terminais. Com isso, estamos caminhando para nos consolidarmos como um hub port, ou seja, um porto com vocação para distribuição de cargas no país”, disse Bernardo D’Almeida, vice-presidente de Suape.

Antes, somente o Tecon Suape, terminal de contêineres com 370 mil m², armazenava cargas de contêiner de cabotagem.

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