Empresas aéreas do Brasil poderão amargar prejuízo anual de R$ 2,5 bi com medidas de ajuste fiscal

Segundo a Abear se o Legislativo aprovar o reajuste da tributação sobre a folha, companhias terão que desembolsar um adicional superior a R$ 800 milhões ao ano

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As companhias de transporte aéreo do Brasil poderão arcar com um prejuízo de R$ 2,5 bilhões por ano se o Congresso Nacional aprovar as medidas de ajuste fiscal, propostas pelo governo federal. A projeção é da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), e o tema esteve em destaque na abertura do evento Aviação em debate: os desafios do setor, promovido pela própria entidade, no dia 26/3, em Brasília (DF).

O valor considera a redução da desoneração da folha de pagamento (com acréscimo de 1% para 2% sobre o faturamento bruto do exercício anual), alterações nas alíquotas de PIS/Cofins, e a brusca alta do dólar, que afeta 60% das despesas das empresas.

Segundo o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz, se o Legislativo aprovar o reajuste da tributação sobre a folha, as empresas terão que desembolsar um adicional superior a R$ 800 milhões anualmente. Além disso, o dirigente afirma que 111 milhões de brasileiros voam anualmente, e um estudo desenvolvido pela própria associação indica que 14% dos usuários do transporte aéreo optariam por viagens de ônibus se as passagens de avião ficassem até 10% mais caras. Para enfrentar a elevação das despesas, as empresas devem revisar lançamentos de novos voos, as malhas atuais e os procedimentos operacionais. No entanto, demissões estão descartadas, em razão do déficit de mão de obra qualificada para o setor.

O ministro da SAC (Secretaria de Aviação Civil), Eliseu Padilha, aconselha que haja medidas de ajuste fiscal, mas afirma que governo, Congresso Nacional e setores da economia devem debater alternativas para minimizar as consequências para que o mercado possa voltar a se desenvolver. “Mas o governo tem que, obviamente, ter sensibilidade na sua modulação, para que a produtividade possa ser mantida e o nível de emprego garantido ao máximo possível”, ressalta.

Com informações da CNT

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