Fretes apresentam diferença de 14,11% em relação aos custos

Fretes apresentam diferença de 14,11% em relação aos custos

Estudo elaborado pela NTC&Logística aponta que grande parte da defasagem é impulsionada principalmente pelos reajustes nos custos das tarifas públicas e do diesel

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Um estudo elaborado pela NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), por meio do DECOPE (Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos), indica uma diferença de 14,11% entre os fretes praticados e o custo efetivo das transportadoras.

A pesquisa é feita com base em números de 250 companhias. Motoristas autônomos e empresas de pequeno porte são os mais afetados.

O estudo aponta que grande parte da defasagem é impulsionada pelos recentes reajustes nos custos das tarifas públicas e, principalmente, do diesel. De acordo com pesquisa, o combustível deverá subir 8% em menos de seis meses.

Em percursos acima de 400 quilômetros, por exemplo, o custo do frete deverá subir entre 2% e 3% por conta do valor do diesel.

A queda da atividade econômica também é um fator determinante para a defasagem. Por contar com mais caminhões disponíveis, as transportadoras e autônomos não conseguem repassar os aumentos de custo aos embarcadores.

O custo médio do transporte cresceu 4% nos 12 meses anteriores a janeiro, contra um crescimento do IPCA de 7%.

Outro fator preocupante é o custo cada vez mais alto com a segurança, devido ao aumento dos roubos de carga.

“Embora parte do mercado tenha se mostrado sensível às necessidades da recomposição dos fretes, isso não tem efetividade na prática. Prova disso são as dificuldades que as empresas de transporte estão enfrentando para vislumbrar a recuperação de suas margens”, salienta Neuto Gonçalves dos Reis, coordenador do DECOPE.

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