Fluxo em rodovias privadas cai 0,4% em novembro

Na comparação com outubro, fluxo de veículos leves caiu 0,4% e os veículos pesados registraram recuo de 0,3%

Fluxo de veículos em rodovias privadas cai 1,2% no 1º semestre
Fluxo de veículos nas rodovias privadas cai 3,6% em fevereiro
Fluxo de veículos nas estradas concedidas à iniciativa privada cai 0,2% em setembro

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Segundo a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), em novembro houve uma queda de 0,4% no fluxo em rodovias pedagiadas concedidas à iniciativa privada na comparação com outubro deste ano, considerando os dados dessazonalizados. O índice é produzido pela associação em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada.

Comparando novembro com o desempenho de outubro, o fluxo de veículos leves caiu 0,4%, o mesmo cenário para veículos pesados, que registrou recuo de 0,3% em termos dessazonalizados.

“No caso dos veículos leves, a queda de 0,4% em relação a outubro está diretamente ligada ao comparativo de emprego e renda apontados pelo IBGE e Ministério do Trabalho. O mercado de trabalho formal tem registrado demissões nos últimos meses e a variação de renda, mesmo positiva, é menor em relação aos anos anteriores”, explica Rafael Bacciotti, economista da Tendências. “No caso de veículos pesados, vale ressaltar que a dinâmica da produção industrial mantém o índice negativo. No acumulado do ano, a produção industrial registrou queda de 3%, setor que tem influenciado negativamente o PIB no Brasil. A queda de exportações também é fator preponderante, bem como o aumento indesejado de estoques na indústria”, alerta Bacciotti.

Em relação a novembro de 2013, o índice total apresentou queda de 0,5%. O fluxo de veículos leves apresentou pequeno aumento de 0,4%, enquanto o fluxo de pesados recuou 3%. Nos últimos doze meses, o fluxo total teve expansão de 2,4%.

Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves registrou variação positiva, de 4,2%, e o de pesados recuou 2,4%.

No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2014 ante janeiro a novembro de 2013), o fluxo total teve expansão de 2,3%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 4,2% e o de pesados continuou registrando queda de 2,7%.

A avaliação do economista para o comparativo ano a ano se mantém, ou seja, a tendência de queda contínua da produção industrial se mantém sem demonstrar sinais de recuperação no curto prazo.

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