Caminhos de Minas conclui 0,5% do previsto em quatro anos

Programa de pavimentação de estradas de Minas Gerais entregou 41,4 quilômetros; projeto planeja asfaltar 8.122 quilômetros até 2020

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O programa Caminhos de Minas para pavimentação das estradas estaduais, do governo de Minas Gerais, entregou 41,4 quilômetros (0,5% do total) em quatro anos. Iniciado em junho de 2010, o projeto é de asfaltar 8.122 quilômetros em 307 municípios mineiros até 2020. Calcula-se que, para cumprir a meta, o governo precise pavimentar a mesma quantidade do que realizou, até agora, a cada 11 dias.

Dos 248 trechos planejados, 101 possuem os projetos concluídos e seis terminaram a pavimentação. Existem ainda 39 obras em andamento, oito com contrato firmado e uma em licitação. Fora os citados, restam 194 trechos (6.795 quilômetros) que não chegaram a ser licitados.

O programa PróAcesso, antecessor ao Caminho de Minas, pavimentou 5.237,6 quilômetros desde 2004. Dos quais, 1.581 foram asfaltados nos primeiros quatro anos.

Investimento

Até agora o programa gerenciado pela Secretária de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) e executado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) gastou R$ 580 milhões, divididos entre projetos de engenharia, com R$ 75 milhões e execuções de obras, com R$ 505,4 milhões.

No entanto, o montante é menor que o planejado para o investimento. Segundo informações do Portal Transparência do Estado, mais de 3 bi em créditos foram aprovados pelo governo para o Caminho de Minas no período entre 2011 e 2014.

Posição

Em nota, o Estado afirma que a soma aplicada no Caminho de Minas em um ano depende “de uma série de fatores como cronograma de obra, elaboração de projetos e medições”, e nem sempre atinge o valor orçado para o projeto.

O diretor de Infraestrutura Rodoviária do DER-MG, Marcos Frade, considerou “a execução do programa é satisfatória”. Sobre a distância entre o que foi planejado e realizado, afirmou: “Não considero atraso. O Estado tem uma capacidade de investimento que é limitada. Não fazemos 7.000 km simultaneamente. Cada etapa tem a sua vez. Eu faço o projeto, contrato e executo a obra. É uma sequência lógica”.

De acordo com o diretor, a primeira parte de elaboração dos projetos demora cerca de um ano. Após isso são realizados os licenciamentos ambientais. “Todas as etapas são demoradas, e, até iniciar a obra efetivamente, existe um trabalho muito grande. Mesmo se hoje eu tivesse 100% do recurso assegurado eu não conseguiria fazer (as obras), já que a capacidade do mercado em termos de execução é limitada”.

Com informações do Jornal O Tempo

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