ANTAQ solicita normalização do transporte de cargas por meio da hidrovia Tietê-Paraná

Navegação na via está totalmente interrompida há mais de 20 dias; nível dos rios está mais baixo em razão da estiagem

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A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) solicitou novamente a normalização do transporte de cargas por meio da hidrovia Tietê-Paraná. A navegação nesta via está prejudicada há dois meses e totalmente interrompida há mais de 20 dias. A paralisação ocorreu porque o nível dos rios está mais baixo em razão da estiagem, sobretudo na região Sudeste.

Além disso, os recursos hídricos têm sido destinados com prioridade para a geração de energia elétrica para o estado de São Paulo, pois os reservatórios das usinas hidrelétricas nas duas regiões estão, em média, com 35% da capacidade.

O diretor da Agência, Adalberto Tokarski, teme o risco de demissões por empresas que realizam o transporte fluvial pela hidrovia e reflexos em congestionamentos nos acessos ao Porto de Santos (SP) e ao Porto de Paranaguá (PR), já que a alternativa para o transporte da carga que normalmente iria pelos rios é o transporte rodoviário.

O sistema hidroviário Tietê-Paraná possui 2,4 mil quilômetros de vias navegáveis de Piracicaba e Conchas (ambos em São Paulo) até Goiás e Minas Gerais; e Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai.

Com informações da CNT

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