Portal Transporta Brasil parabeniza as mães do transporte rodoviário

Portal Transporta Brasil parabeniza as mães do transporte rodoviário

Conheça a trajetória de algumas dessas mulheres, exemplos de dedicação e profissionalismo, que ajudam a desenvolver o transporte de cargas brasileiro, seja no volante de um caminhão, seja em qualquer cargo no setor. Mulheres que dividem seu tempo e sua energia vital entre cuidar dos filhos e transportar o Brasil

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Como em todas as atividades, o transporte rodoviário de cargas tem seus desafios, requer dedicação e entrega ao ofício. E conciliar a tarefa de ser mãe com a necessidade de rodar pelas estradas do Brasil afora faz dessas mulheres autênticas vitoriosas, dignas de exemplo de perseverança e amor. O Portal Transporta Brasil apresenta a trajetória de algumas dessas profissionais do volante, duas delas indicadas pela fabricante de caminhões Iveco.

Dacirley Bertolim da Silva, 75 anos, tem contato com a profissão desde bebê. Convivia com os pais e seus três irmãos nas viagens de caminhão pelo País. A moradora de Valparaíso (GO), mãe de cinco filhos biológicos e três adotivos, conta que aos 16 anos já sabia dirigir, ajudava a carregar e descarregar as mercadorias e limpava a garagem. Morou em Barbacena (MG), mas logo se mudou para Brasília (DF), onde trabalhou nas empresas Juiz de Fora Turismo e Arco Turismo. Por 11 anos, trabalhou na Empresa de Transporte Coletivo de Brasília como motorista dos ônibus que transportavam os militares aos Ministérios. Durante 55 anos dedicou sua vida a direção de um caminhão.

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“Sempre aguentei a barra pesada e consegui vencer. Ou você domina o caminhão ou ele te domina, isso meu pai me ensinou. Então, o importante é você ter coragem, vontade de trabalhar e respeito pela vida”, afirma Darciley. “Não fazia longas rotas. Sempre trabalhei muito, viajei muito, mas ao mesmo tempo sempre estive presente na vida deles. Inclusive, foi por eles que trabalhei depois de velha. Eu amo a estrada, já não tenho mais idade para isso, mas aproveitei muito”.

A mineira Cacilda Silverio de Souza, 47 anos, atualmente encontra-se fora da atividade, mas por quase 20 anos trabalhou realizando transportes na Grande São Paulo e esporadicamente em outros Estados. Mãe de um filho, a transportadora iniciou na atividade quando que ele tinha sete anos de idade, mas soube conciliar a demanda do trabalho com a tarefa de educá-lo, e se manteve sempre presente em seu desenvolvimento. Cacilda, que hoje vive em São Bernardo do Campo (SP), trabalhou para empresas como Fassina Transporte e Traft.

“Comecei meio que de repente na profissão e acabei gostando. Passei por muitas profissões e nada me satisfazia, mas quando passei a ser motorista passei a conquistar meu espaço”, conta Cacilda. “A mulher é cautelosa, isso já é uma diferença, e é muito gostoso ser reconhecida dentro da minha profissão, sem contar o fato de estarmos sempre conhecendo novos lugares, novas pessoas. Meu filho viu como foi quando eu comecei, e hoje ele, com 27 diz com o maior orgulho para todo mundo que tem um mãe carreteira”.

Socorro Azulay, 47 anos, iniciou o transporte por meio de uma van escolar. Após um ano de serviço, ela recebeu uma proposta para trabalhar como motorista de ônibus em Belém (PA), cidade onde mora. Ficou por 10 anos na empresa de transporte e em seguida foi trabalhar em uma transportadora de cargas, quando começou a admirar e se interessar pela vida de caminhoneira. Durante esse período ajudou na formação profissional das filhas. Hoje, a filha mais velha é formada em Engenharia Civil e a mais nova está se formando em Psicologia. Há cinco anos trabalha como motorista de caminhão na Click Transportes.

“Já houve muito preconceito em relação às mulheres na direção de um caminhão, apesar de que os próprios colegas têm uma boa aceitação”, ressalta a caminhoneira. “Eu hoje estou há um mês fora de casa. Essa profissão é para quem gosta, é bem puxado, mas é uma paixão. O bom de tudo isso é você conhecer os lugares e a cultura de cada cidade, e isso é muito enriquecedor”.

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Terezinha Iugas, moradora de Guarulhos (SP) e mãe de três filhos, começou a trabalhar como transportadora de cargas há dez anos, na Braspress, onde ainda atua. Segundo ela, sempre teve muita vontade de aprender a dirigir caminhão, e quando conseguiu ingressar na transportadora, considerou a “grande oportunidade de sua vida”. Uma de suas filhas tinha apenas oito anos quando começou, o que para ela foi um desafio conciliar o papel de mãe com a profissão de caminhoneira.

“Ser transportadora foi a oportunidade que fez a diferença na minha vida. Sou muito grata por tudo isso”, comenta Iugas. “Mas filho é filho. Mesmo já grande a gente não deixa de se preocupar e de querer estar presente na vida deles, independente das nossas profissões. Quero desejar feliz Dia das Mães para todas as mulheres que, como eu, estão na luta. Essas pessoas são guerreiras”.

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