Aumento de custos e defasagem de fretes exigem reajuste de 14,06% nas operações rodoviárias

Aumento de custos e defasagem de fretes exigem reajuste de 14,06% nas operações rodoviárias

Pesquisa realizada pela NTC&Logística apurou custos operacionais de transporte rodoviário de cargas fracionadas dos últimos 12 meses e apontou aumento acumulado de 7,85%

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A NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas), por meio de seu Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos apurou, os custos operacionais de transporte rodoviário de cargas fracionadas (INCTF) referente aos últimos 12 meses. A pesquisa apontou aumento acumulado de 7,85% no índice.

O óleo diesel foi o item mais oneroso. Sozinho, ele respondeu por aumento de 17,27% no preço do litro nas bombas. Salários de motoristas e ajudantes registram aumento acumulado de 10,22% e 10,23% respectivamente. Já no caso das despesas administrativas (menos salários), apresentou acréscimo de 5,67%, e salários administrativos, registrou 10,12%.

Outros insumos também pesaram, como no caso de pneus (12,7%), veículo (6,87%), seguros (6,07%) e recapagem (3,77%).

Além disso, pesquisa realizada pelo mesmo departamento junto com empresas de transporte de carga fracionada identificou defasagem de frete na ordem de 5,78%, no ano de 2013, que é a diferença entre o frete efetivamente praticado e o custo necessário para remunerar a atividade.

No ano passado, as empresas não conseguiram obter sucesso na renegociação de seus acordos de preços com os clientes, principalmente pela diminuição do ritmo da atividade econômica nacional, o que justifica a diferença. Com isso, segundo a NTC, o segmento exige reajuste de pelo menos 14,06%.

Em comunicado, a entidade responsável pela pesquisa recomenda que as empresas de transportes e seus clientes se sensibilizem para a necessidade de revisarem seus acordos de preços, “como forma de manter empresas saudáveis e parcerias sustentáveis”.

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