Somente 50% das vias navegáveis do Brasil são utilizadas para transporte

Somente 50% das vias navegáveis do Brasil são utilizadas para transporte

Estudo da CNT de navegação interior aponta que são necessários investimentos de cerca de R$ 50,2 bilhões em melhorias na infraestrutura das hidrovias no País

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Segundo dados apresentados na Pesquisa CNT da Navegação Interior 2013, dos 63 mil quilômetros de extensão da rede hidrográfica no País, apenas 41.635 são vias navegáveis e, destas, apenas 20.956 quilômetros, ou 50,3%, são economicamente navegadas.

O relatório pontua aspectos cruciais como as características da infraestrutura, a movimentação de cargas, os principais gargalos e apresenta soluções para o aperfeiçoamento do sistema hidroviário nacional.

Entre os principais problemas identificados estão a ausência de manutenção nas vias navegáveis, a falta de investimentos do governo, o alto custo de manutenção da frota e o excesso de burocracia.

“Esse sistema de transporte gera redução nos custos da movimentação de cargas, aumentando, assim, a competitividade dos nossos produtos. Além disso, a utilização das hidrovias aumenta a segurança e reduz o consumo de combustíveis e a emissão de gases do efeito estufa”, afirma o presidente da CNT, senador Clésio Andrade.

Os níveis de investimentos em infraestrutura hidroviária apresentam-se abaixo das necessidades do setor. Entre o início de 2002 e junho de 2013, o valor de investimentos autorizados pelo governo federal no setor foi de R$ 5,24 bilhões, sendo que somente R$ 2,42 foram efetivamente aplicados.

O levantamento aponta que são necessários investimentos de cerca de R$ 50,2 bilhões em melhorias na infraestrutura das hidrovias no País, o que inclui abertura de canais, aumento de profundidade, ampliação e construção de terminais hidroviários, construção eclusas, dragagem e derrocamento em canais de navegação e portos.

Além disso, também foram identificados os componentes cruciais dos custos da atividade. O valor do combustível é o principal item, seguido pelos gastos com tripulação, tributos e mão de obra avulsa.

Ainda foram avaliadas as conexões das hidrovias com os outros modais de transporte. Os acessos ferroviários ocorrem em número bastante reduzido, já em relação aos acessos rodoviários, foi constatada conservação inadequada das vias, muitas vezes sem pavimentação. Nos acessos hidroviários, os principais problemas estão relacionados à profundidade do canal, à falta de sinalização e balizamento e à profundidade insuficiente de berços.

O relatório está disponível na íntegra no site da Confederação.

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