Centro-Oeste precisa de R$ 36,4 bilhões até 2020 para aprimorar escoamento

Centro-Oeste precisa de R$ 36,4 bilhões até 2020 para aprimorar escoamento

Setor produtivo local gasta R$ 60,9 bilhões ao ano com o transporte de cargas; projeto Centro-Oeste Competitivo aponta execução de 106 obras prioritárias para garantir escoamento ágil e eficiente da produção agropecuária

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Foi lançado em Goiás, no dia 5/11, o projeto Centro-Oeste Competitivo, que tem como objetivo modernizar a infraestrutura de transportes do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O plano, que é uma iniciativa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), em parceria com as federações da indústria e da agricultura e pecuária dos estados da região e do Distrito Federal, prevê a execução de 106 projetos prioritários. Ao todo, o Centro-Oeste precisa de investimentos de R$ 36,4 bilhões até 2020 para garantir o escoamento ágil e eficiente da produção agropecuária. Um projeto similar para a Região Sudeste deve ficar pronto em meados de 2014.

O Projeto Centro-Oeste Competitivo assegura que o setor produtivo da região gasta R$ 60,9 bilhões ao ano com o transporte de cargas, equivalentes a 8,7% do Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no Distrito Federal e nos três Estados. Gastos que podem ser abatidos em R$ 7,2 bilhões por ano com a execução dos projetos prioritários para a construção de uma malha logística adequada.

Das 106 obras prioritárias para a região, 19 (16,4%) estão em andamento. As demais estão em fase de projeto ou apenas nos planos governamentais. O levantamento da CNI e da CNA identificou 26 projetos no transporte ferroviário, com custos de R$ 17,5 bilhões; 24 projetos na estrutura portuária, que vão exigir R$ 8,4 bilhões; e 34 obras essenciais para melhorar o transporte fluvial, com investimentos de R$ 6,7 bilhões.

Segundo José Mário Schreiner, presidente da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), o Centro-Oeste responde por 40% da produção agropecuária do país e os corredores de transporte dos alimentos são os mesmos há 30 anos.

“A produção é crescente e temos precariedade de armazéns e caminhões no asfalto onerando nossa produção. Enquanto a média de rendimentos de um produtor dos Estados Unidos é 95%, o brasileiro fica apenas com 78%. Com tantos problemas, perdemos a competitividade. Enquanto esperamos 30 anos pela Ferrovia Norte-Sul vemos a ligação entre Xangai e Pequim feita em 32 meses, por exemplo”, completou Schreiner.

Já o presidente da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás), Pedro Alves de Oliveira, avalia a importância do estudo como um passo decisivo no enfrentamento do custo do transporte de matérias-primas, produtos agroindustriais e minerais, para o Brasil e exterior.

“Apenas com a ferrovia Norte-Sul teremos diminuição expressiva de custos e valor de mercado dos nossos produtos. Para alimentar a população do planeta, precisamos de infraestrutura. Estamos na região de maior potencial econômico da América do Sul, precisamos buscar o topo da competitividade”, disse.

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