Maquinistas ferroviários celebram Dia Nacional

Maquinistas ferroviários celebram Dia Nacional

Responsáveis pela condução dos trens comemoram neste domingo (20/10) mais de 150 anos de história atuando no País

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Comemora-se neste domingo (20/10) o Dia Nacional do Maquinista Ferroviário. Estabelecida há dois anos em território nacional pela Lei 12.621, a data homenageia uma categoria que há mais de 150 anos conduz trens no Brasil, modal cada vez mais imprescindível para o escoamento da nossa produção.

Leonardo Martins, maquinista da Ferrovia Norte Sul da companhia logística VLI, define a sua atividade como “apaixonante” e sente-se orgulhoso por estar entre “aqueles que cortam o País conduzindo as riquezas nacionais”.

“A atividade de logística requer uma grande engenharia e com a ferrovia não é diferente”, analisa. O maquinista, que conduziu a sua primeira composição com 80 vagões, prepara-se para levar um trem de 160 vagões, algo em torno de 3.300 metros de comprimento.

Segundo Martins, o contato com as pessoas dos povoados por onde passa é um dos atrativos dessa atividade. “É muito bacana a gente passar pelas fazendinhas e observar crianças subindo morro para acenar. Eu imagino quantos sonhos elas carregam olhando para nós, maquinistas, à frente de uma estrutura imensa. Tenho certeza que muitos deles pensam como eu quando entrei pela primeira vez em um pátio de ferrovia: ainda vou conduzir esse trenzão”, comenta o profissional, que está há cinco anos na VLI.

O maranhense Andrey Albuquerque, que também opera no trecho da Ferrovia Norte Sul da VLI, afirma que a profissão é muito técnica e detalhista. Segundo ele, foram três anos de formação, entre aulas teóricas e manobras no pátio, até conduzir a sua primeira composição.

Albuquerque, que também é filho de ferroviário, ressalta que mesmo a concentração exigida pelos procedimentos de rotina não é o suficiente para se obter êxito nas operações. “É um trabalho dinâmico, que exige dedicação porque cada trem possui as suas particularidades. Não me vejo exercendo outra profissão”, diz.

Nos últimos anos, o setor ficou aquecido e as contratações cresceram. A VLI, por exemplo, contava com cerca de 800 condutores em 2009. Hoje, já são mais de 900 profissionais. Porém, para atender essa demanda, o mercado não conta com número suficiente de profissionais, uma vez que uma grande parcela já está na idade de se aposentar e não há um curso de formação específico para a profissão. Por este motivo, a VLI criou um programa com 18 meses de formação teórica e prática para capacitar a mão de obra.

O primeiro nível de formação tem duração de, no mínimo, 12 meses. Nesta etapa, o jovem tem conhecimentos teóricos de operação ferroviária e práticos de atividades de pátios ou estações. Além disso, aprende os conceitos e modelos operacionais, políticas e regras da empresa, gestão de recursos de pessoal e maquinário e, fundamentalmente, segurança do trabalho e operacional.

Mais de dois terços dos maquinistas contratados pela VLI são formados dentro da empresa. Os profissionais que são originários de outras companhias também passam por cursos antes do início das atividades.

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