Portos e terminais brasileiros movimentam 231 milhões de toneladas no 2º trimestre

Portos e terminais brasileiros movimentam 231 milhões de toneladas no 2º trimestre

Resultado obtido entre abril e junho deste ano representa crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2012

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Segundo a Antaq (Agência nacional de Transportes Aquaviários), o setor portuário do Brasil no 2º trimestre deste ano registrou um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2012. Grande parte do resultado obtido foi alavancado pela movimentação de produtos agropecuários, pois no período ocorreram as safras recordes de soja, milho e cana-de-açúcar.

Os portos organizados e terminais privados brasileiros movimentaram ao todo 231,1 milhões de toneladas brutas no segundo trimestre de 2013, o que representou um aumento de 3,6 milhões de toneladas movimentadas em relação a igual período de 2012.

A categoria granéis sólidos alcançou a marca de 143,7 milhões de toneladas brutas, representando um crescimento de 1,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Já os granéis líquidos somaram 53,5 milhões de toneladas, valor 0,5% acima do montante consolidado entre abril e junho de 2012.

No segmento de carga geral – carga geral solta e carga geral conteinerizada –, foram movimentados 33,9 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 4,2% em relação ao 2º trimestre de 2012. Já no segmento de carga geral solta, foram movimentados 9,7 milhões de toneladas, representando uma queda de 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A movimentação nos portos organizados apresentou um crescimento expressivo de 9,6% quando comparado ao 2º trimestre de 2012, enquanto os terminais privados apresentaram uma redução de 2,6% no mesmo período. Esse descompasso pode ser atribuído à pauta de mercadorias movimentadas pelos dois tipos de instalações portuárias.

“Os portos, por concentrarem grande parte da movimentação de produtos agropecuários, como soja e açúcar, acompanharam o bom desempenho da movimentação desses produtos, enquanto os terminais privados, por terem cerca de 70% de sua pauta de mercadorias concentrados em combustíveis e minério de ferro, padeceram dos reveses dos mercados desses produtos”, avalia o gerente de Gestão e Desempenho Portuário da Antaq, Fernando Serra.

Os terminais privados permanecem como os principais responsáveis pela tonelagem de cargas movimentadas no Brasil. No 2º trimestre de 2013, os terminais privados responderam por 62,7% da movimentação total, contra 37,3% dos portos organizados. A explicação está na forte participação do minério de ferro e de combustíveis, óleos minerais e outros derivados do petróleo na movimentação desses terminais, a despeito da queda registrada na movimentação do trimestre.

Dez portos organizados registraram 90% da movimentação desse tipo de instalação, com destaque para Santos (21,4%), Rio Grande (25,3%) e São Francisco do Sul (18,3%). Já os portos de Vila do Conde e do Rio de Janeiro apresentaram quedas acentuadas (-13,5% e -13,1%, respectivamente) de sua movimentação no comparativo do 2º trimestre de 2013 com o mesmo período de 2012.

A movimentação de contêineres por parte dos portos organizados cresceu 5,7% em termos de TEU (unidade equivalente a 20 pés). Entre os dez principais portos que movimentaram contêineres no período, os portos de Santos (19,7%), Itaguaí (13,0%) e Salvador (11,2%) foram os que apresentaram as maiores taxas de crescimento frente ao mesmo período do ano anterior.

Os terminais privados, por sua vez, movimentaram 144,8 milhões de toneladas brutas no 2º trimestre de 2013, representando uma redução de 2,6% frente a igual período de 2012. Os dez principais terminais concentraram 71,4% das cargas que foram movimentadas nesse tipo de instalação, com destaque para os terminais CVRD Tubarão, Ponta da Madeira, Almirante Barroso, MBR, Almirante Maximiano da Fonseca e Madre de Deus.

Com informações da Antaq

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