ANTAQ divulga estudo sobre transporte fluvial de passageiros da região amazônica

Análise traz o levantamento da demanda de passageiros e cargas, perfil socioeconômico dos usuários e análise dos terminais da região, entre outros dados

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A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) lançou na sexta-feira (16/8), em Manaus (AM), o estudo Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica. O estudo foi desenvolvido através de um termo de cooperação com a UFPA (Universidade Federal do Pará) e a FADESP (Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa), e traz o levantamento da demanda de passageiros e cargas, o perfil socioeconômico dos usuários e a análise dos terminais da região, entre outros dados.

O transporte fluvial na Amazônia movimenta 8,9 milhões de passageiros anualmente, aponta o estudo. Levando-se em conta a movimentação de cargas, circulam pela Região cerca de 4,5 milhões de toneladas por ano, somente em embarcações mistas (passageiros e cargas). A projeção para 2022 é que esse número alcance 5,1 milhões de toneladas.

Segundo o superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, o objetivo do estudo foi ter “uma fotografia real do transporte fluvial de passageiros em toda a Região Amazônica, e não apenas das linhas reguladas pela Agência”. Para tanto, o superintendente explicou que a ANTAQ também incluiu na pesquisa as linhas estaduais.

O estudo avaliou um total de 317 linhas, das quais 249 estaduais, de competência do órgão regulador estadual, 59 linhas interestaduais, fiscalizadas pela ANTAQ, e nove travessias. A pesquisa avaliou ainda 602 embarcações e 106 terminais, nos quatro estados amazônicos.

“Este estudo é da mais alta importância para a Região Amazônica, onde os rios são as estradas”, disse Tokarski, salientando que o levantamento pretende contribuir para formulação de políticas públicas na área da navegação fluvial de passageiros e auxiliar o governo federal na elaboração de novos estudos para o desenvolvimento sustentável da Região.

Em relação aos terminais, o estudo levantou desde as condições de acesso, como áreas específicas para paradas de ônibus e táxis, e áreas de atracação, até à existência de instalações e salas de embarque, como posto de atendimento médico e posto de polícia, serviço de carregadores e salas de administração, balcão de informações, boxes de venda de passagens, bancos e assentos, banheiros, telefones públicos, quadro de horário de saída e chegada de embarcações e lanchonetes.

O levantamento aponta que somente um terminal apresentou padrão elevado na prestação de serviços, dos 30 terminais avaliados no Estado do Amazonas. Em Belém, dos 59 terminais avaliados, 10% apresentaram um bom padrão de atendimento. Já no conjunto de terminais da Amazônia, apenas 3% apresentaram um bom padrão de atendimento, enquanto 10% registraram um padrão médio, e 87%, um baixo padrão de atendimento.

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