SP cancela reajuste dos pedágios, mas vai cobrar por eixo suspenso

SP cancela reajuste dos pedágios, mas vai cobrar por eixo suspenso

Aumento começaria a valer a partir do primeiro dia de julho e seria de até 6,2%; Geraldo Alckmin (PSDB) nega que medida seja populista

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (24/6) a suspensão do reajuste das tarifas de pedágios nas rodovias do Estado. Segundo ele, medida vem sendo estudada pela sua equipe há mais de dois anos, e nega que suspensão do reajuste seja uma medida populista, a fim de melhorar sua imagem após semana de protestos.

Apesar de aliviar o motorista comum, por outro lado, o transporte de cargas não é beneficiado com o anúncio do governador, pois, a exemplo das rodovias federais, o eixo suspenso de caminhão passará a ser cobrado nas praças de pedágio do Estado.

Entidades que representam as empresas de transporte de cargas de São Paulo receberam a notícia com insatisfação, pois a cobrança do pedágio por eixo suspenso nas praças do Estado é uma discussão antiga. As empresas de transporte avaliam que é injusto que elas paguem a conta pela desoneração das tarifas.

“Não é justo que o transporte de cargas seja onerado com esta medida do Estado. O pedágio já é uma rubrica que representa alto custo para os brasileiros, e as transportadoras acabam sendo as mais oneradas. Precisamos avaliar, mas já sabemos que isso terá impacto negativo para o nosso setor”, diz Manoel Sousa Lima Jr., presidente do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região).

Também foi anunciada a penalização das empresas que atrasam obras, ou seja, além de receberem multa, as concessionárias serão penalizadas com a aplicação da TIR (taxa interna de retorno).

Pelos contratos com as concessionárias, o reajuste começaria a valer a partir do primeiro dia de julho. “O aumento seria de até 6,2% de acordo com o índice IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), já que sempre se usa o que aponta menor inflação”, ressaltou Geraldo Alckmin.

O governador afirmou que a revogação é possível graças à redução do valor pago às concessionárias pela ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), que caiu de 3% e foi para 1,5%. Alckmin alegou que o sistema Ponto a Ponto, que cobra o pedágio por trecho percorrido, já vem reduzindo os custos dos usuários, e comentou sobre o aumento na quantidade de empresas que operam o sistema de pedágio eletrônico. Ele também afirmou que o próprio percentual que o governo recebe das empresas poderá ser usado para compensar a suspensão do aumento do pedágio. “Usaremos se necessário parte destes recursos”.

As lanchas e balsas que fazem a travessia Santos-Guarujá também não terão reajuste.

Onda de protestos

O governado de São Paulo vai a Brasília nesta segunda-feira para um encontro com a presidente Dilma Rousseff, governadores e ministros sobre a criação de um pacto nacional pela melhoria dos serviços públicos e uma política nacional de transportes, proposta pelo governo federal.

Na coletiva, o governador se pronunciou a respeito da onda de protestos que vem ocorrendo ao longo dos últimos dias.

“Quero destacar a importância das manifestações. Hoje, nós temos um encontro com a presidente Dilma lá em Brasília. Estamos abertos ao diálogo e buscando nossas parcerias em serviços públicos. Quero reiterar a necessidade da reforma política. Nós temos há bastante tempo alertado sobre isso. Acho que se precisa fazer um pacto pela reforma política”, disse.

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