Governo da Argentina rescinde contratos de concessão da ALL e reestatiza ferrovias

Governo da Argentina rescinde contratos de concessão da ALL e reestatiza ferrovias

Companhia brasileira, que tinha concessão no país vizinho desde 1999, não receberá nenhuma indenização; Governo de Cristina Kirchner anunciou decisão nesta terça-feira

ALL abre 300 vagas para operadores de produção
ALL promove processo seletivo para vaga de trainee
Volume transportado pela ALL cresce 10,8% em 2010

all-interna-cruz-alta

O governo da Argentina anunciou nesta terça-feira a rescisão dos contratos de concessão de duas linhas férreas administradas pela companhia brasileira ALL – America Latina Logística. Com a quebra do contrato, os cerca de 8 mil quilômetros de ferrovia ficarão sob a administração da empresa estatal Belgrano Cargas, criada em maio deste ano pela presidente Cristina Kirchner.

A ALL, que tinha concessão no país vizinho desde 1999, não receberá nenhuma indenização. A medida do governo inclui ainda a retomada das linhas operadas pela empresa Tren de La Costa Sociedade Anônima.

Florencio Randazzo, o ministro do Interior e Transportes da Argentina, justificou a medida tomada pelo governo pontuando alguns aspectos, como a falta de cumprimento dos contratos da companhia nas ferrovias privatizadas na década de 1990, o não pagamento do cânone (taxa paga ao país vizinho pela concessão) nos últimos seis meses, falta de investimento e abandono de material e das ferrovias. Além disso, o governo argentino considera que a ALL deve 200 milhões de pesos ao Fisco, o que é equivalente a US$ 39 milhões.

A ALL informou em nota que não havia recebido até então nenhuma informação oficial vinda da Argentina e que citasse o cancelamento das concessões. No comunicado, a empresa afirmou que tomará todas as medidas judiciais cabíveis assim que tomar conhecimento oficial da decisão.

No comunicado, a empresa ressaltou que vinha consultando investidores interessados em adquirir participação nas concessões da ALL Argentina, que, ao longo dos anos, “se tomou pouco representativa nos resultados consolidados da companhia, demandando foco desproporcional por parte da sua administrarão”.

No ano passado, os resultados dessas concessões corresponderam a 6,5% da receita líquida e 0% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) total da companhia.

Com informações do Estado de S. Paulo

COMMENTS