Copersucar inicia obras que dobram capacidade de embarque no Porto de Santos (SP)

Obra integra o plano de investimentos de R$ 2 bilhões em infraestrutura logística, previstos para até 2015; intenção da empresa é alcançar movimentação de 10 milhões de toneladas de açúcar embarcado ao ano

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A fabricante de açúcar e etanol Copersucar inaugurou na quarta-feira (5/6) as obras de expansão do TAC (Terminal Açucareiro Copersucar) localizado no Porto de Santos (SP). A intenção é dobrar a capacidade de embarque de açúcar do terminal, podendo assim chegar a 10 milhões de toneladas ao ano já a partir da safra 2013/2014.

A obra integra o plano de investimentos de R$ 2 bilhões em infraestrutura logística pela Copersucar, até 2015. Desde o início das operações no Porto de Santos, em 1998, a empresa já investiu cerca de R$ 400 milhões no Terminal.

As obras de expansão tiveram início em junho de 2011, quando a companhia obteve a renovação da concessão de uso do terminal dos órgãos reguladores para até 2036.

“A expansão do TAC é estratégica para a Copersucar, por permitir o crescimento dos volumes de exportação da Companhia, contribuir para a sua liderança como maior comercializadora mundial de açúcar e de etanol e fortalecer a participação do setor sucroenergético na economia brasileira”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti.

A capacidade de embarque de 10 milhões de toneladas por ano corresponde a 17% do mercado mundial de açúcar e a 42% da exportação do Centro-Sul do Brasil. A est imativa da Copersucar é que, já na atual safra, sejam embarcadas 7,5 milhões de toneladas de açúcar. Na última safra (2012/2013), o TAC registrou o seu recorde, com 5,3 milhões de toneladas embarcadas, simultaneamente às obras de expansão. As exportações totais da Copersucar no período representaram uma receita de R$ 8,2 bilhões.

“A expansão do TAC resultará em maior sincronismo das operações de transporte, recepção e embarque, decorrente da maior capacidade de armazenagem estática, aumento da utilização do transporte ferroviário e da capacidade de recepção no terminal, e também da maior velocidade de carregamento de navios”, afirma Paulo Roberto de Souza, diretor-presidente da Companhia.

Para aprimorar a capacidade logística do local, foi construída uma moega rodoferroviária, que pode descarregar simultaneamente até seis vagões de alta performance. A estrutura possibilita o aumento da participação do transporte ferroviário, de 30% para 70% do volume embarcado, reduzindo o tempo total de permanência dos trens no sistema portuário (de 30 para 16 horas), com maior eficiência de recepção e descarga (de 18 mil para 36 mil toneladas/dia).

Com maior uso da ferrovia, a expansão do terminal possibilitará redução de mais de 100 mil viagens por ano de caminhões nas rodovias e trec hos urbanos que ligam os polos produtores ao porto de Santos.

A moega está conectada ao novo Armazém XXI, cuja capacidade estática também foi ampliada para 110 mil toneladas, elevando para 330 mil toneladas a capacidade total de armazenagem do terminal (granel e ensacado).

Para as operações de embarque, foi entregue o terceiro carregador de navios (shiploader). O novo equipamento possibilitará o atendimento de navios maiores, com capacidade de carregar 3 mil toneladas por hora.

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