Brado firma acordo com FI-FGTS para receber aporte de R$ 400 milhões

Brado firma acordo com FI-FGTS para receber aporte de R$ 400 milhões

Quantia será utilizada no aumento da capacidade para transporte de contêineres, em infraestrutura, tecnologia, gestão de pessoas, terminais intermodais e também na compra de locomotivas e vagões

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brado

A empresa de transporte ferroviário Brado Logística anunciou recentemente ter firmado um acordo com o FI-FGTS (Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Termpo de Serviço). Com isso, FI-FGTS irá aportar R$ 400 milhões na companhia.

Com a nova composição acionária da Brado, o Fundo terá 22,22%, a majoritária ALL com 62,22% e os antigos acionistas da Standard Logística passam a ter 15,56%.

A contribuição na empresa ferroviária sustentará parte do investimento de mais de R$ 1 bilhão que está previsto para os próximos cinco anos no aumento da capacidade para transporte de contêineres, em infraestrutura, tecnologia, gestão de pessoas, terminais intermodais e também na compra de locomotivas e vagões.

“A nossa expectativa é ampliar o market share atual, de aproximadamente 3%, para uma participação superior a 12%, em um mercado captável de três milhões de contêineres. E também vamos aproveitar as novas oportunidades de negócio que o Brasil tem apresentado no âmbito de modificar a dependência do já saturado modal rodoviário”, comenta Jose Luis Demeterco Neto, CEO da Brado Logística.

Segundo o executivo, a opção pelo FI-FGTS sempre foi vista como sendo a que proporcionaria mais sinergias com o modelo de negócios da Brado, considerando que o Fundo tem foco em investimento s em infraestrutura e compreende o setor.

“Entendemos a ferrovia como um modal importante para o desenvolvimento logístico do país, e a estratégia da Brado para ampliar sua participação neste modal nos atraiu para investir na empresa”, diz Jacy Afonso, presidente do Comitê de Investimentos do FI-FGTS.

O fundo anunciou em fevereiro deste ano que irá disponibilizar R$ 10 bilhões para investir em empresas de infraestrutura em 2013. “A integração logística é um dos grandes desafios do Brasil e o modelo de negócios da Brado é atraente par a o Fundo por gerar sinergias ao integrar ferrovia, rodovia e porto”, diz o vice-presidente de Gestão de Ativos de Terceiros da Caixa, Marcos Vasconcelos, responsável pela gestão do FI-FGTS.

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