Indústria de implementos rodoviários retrai 7,68% no 1º trimestre de 2013

Indústria de implementos rodoviários retrai 7,68% no 1º trimestre de 2013

De acordo com a ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), segmento de Pesados cresceu 21,91%, enquanto categoria dos Leves encerrou o período com queda de 19,71%

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De acordo com a ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), o setor apresentou queda de 7,68% no primeiro trimestre de 2013. Porém, separadamente, os produ tos do segmento de Pesados (reboques e semirreboques) apresentaram crescimento de 21,91%, enquanto a categoria dos Leves (carroceria sobre chassis) fechou o período com saldo negativo de 19,71%.

Em quantidade, as vendas de Reboques e Semirreboques de janeiro a março totalizaram 14.744 unidades, ante 12.094 do mesmo período de 2011. Já a comercialização de produtos da categoria Carroceria sobre chassis registrou 23.883 unidades distribuídas, contra 29.745 do primeiro trimestre do ano passado.

“As empresas estão aproveitando a estabilidade das reg ras para equiparem seus caminhões com implementos novos e adequados à sua necessidade operacional”, diz Alcides Braga, presidente da ANFIR, se referindo ao bom momento das vendas de produtos do segmento Pesado.

Em relação ao mercado de carroceria sobre chassis o resultado não foi satisfatório. Grande parte das vendas dos produtos dessa classificação foram efetuadas para PMEs (Pequenas e Médias Empresas) com menor capacidade de endividamento.

Em 2012, o volume de dinheiro emprestado às PMEs foi de R$ 50,1 bilhões, o que representa variação d e 0,93% em comparação com 2011. As micro empresas receberam R$ 23,8 bilhões, o que é 2,55% a mais em relação ao período de janeiro a dezembro do ano anterior. Já as pequenas receberam R$ 12,5 bilhões, ou 4,25% a mais. E as médias emprestaram R$ 13,7 bilhões, representando queda de 4,46%.

“Houve um elevado volume de vendas de produtos por três anos consecutivos”, analisa Mario Rinaldi, diretor executivo da ANFIR, se referindo aos bons resultados de 2010, 2011 e 2012. Segundo ele, com a baixa capacidade de endividamento das PMEs, a distribuição de novos produtos sofre uma natural retração. “Com condições mais atraentes de crédito e aquecimento da atividade econômica, notadamente nos setores de alimentos e bens de consumo, pode haver reação no segmento Leve”, ressalta.

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