Usina goiana da BP poderá exportar etanol para a Europa

Unidade de processamento da multinacional inglesa recebeu o certificado internacional Bonsucro. Usina Tropical recebeu R$ 716 milhões em investimentos para a ampliação de sua capacidade de produção no final do ano passado

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A usina de etanol Tropical, da BP Biocombustíveis, localizada na cidade goiana de Edéia, acaba de receber o certificado Bonsucro, que permite a unidade de processamento a exportar o álcool de cana-de-açúcar para os países da Europa.

Segundo a BP, a unidade Tropical recebeu, no final do ano passado, investimentos da ordem de R$ 716 milhões para a ampliação de sua capacidade de produção. A usina foi adquirida pela BP em novembro de 2011 e, após os investimentos, será capaz de produzir 480 milhões de litros de etanol equivalente por ano, além de gerar 340 GWh de eletricidade.

A fazenda da usina, com 12.600 hectares de terra associada à produção de cana, recebeu a certificação ao atingir o padrão global da indústria de biocombustíveis.

Nick Goodall, Chefe Executivo da Bonsucro, diz que “etanol de cana-de-açúcar é um combustível renovável que reduz emissões de gases do efeito estufa em mais de 70%, em comparação com a gasolina. A certificação da Unidade Tropical da BP demonstra comprometimento com sustentabilidade e dá garantias de que critérios rígidos de performance ambiental e social sejam seguidos”.

Bonsucro é uma organização global não lucrativa dedicada à redução de impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar. A Bonsucro Production Standard é o primeiro padrão métrico baseado nos impactos da produção de biocombustíveis de cana-de-açúcar. Seu foco é em resultados de medição, não apenas nos processos, e também na melhoria contínua para uma indústria mais sustentável.

Na auditoria das práticas da Tropical, a Bonsucro baseou a certificação de acordo com cinco áreas-chave: biodiversidade e ecossistemas, direitos humanos, processamento e produção, conformidade legal e melhoria contínua.

“A BP apoia desde o início os debates para o desenvolvimento dos critérios da certificação Bonsucro, como demonstração de nossa crença de que é possível produzir etanol de forma sustentável, com práticas que fomentem a economia de baixo carbono e o desenvolvimento social das comunidades em que atuamos”, afirmou o presidente da BP Biocombustíveis, Mario Lindenhayn.

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