Vendas de caminhões recuam 18% no ano e amenizam quedas expressivas em 2012

Vendas de caminhões recuam 18% no ano e amenizam quedas expressivas em 2012

Dados são da Fenabrave e referem-se à primeira quinzena de dezembro. Montadoras veem recuperação do mercado e já retomam ritmo de produção, que até novembro ficou quase 40% abaixo do registrado em 2011

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No apagar das luzes de 2012, as vendas de caminhões e ônibus estão 18,6% abaixo do patamar registrado no mesmo período de 2011. De acordo com os dados da entidade que representa as concessionárias de veículos, a Fenabrave a soma desses dois segmentos da indústria registrou a comercialização de 160.907 unidades contra as 197.718 veículos no acumulado de janeiro a 15 de dezembro.

Esse número mostra uma recuperação do setor uma vez que em 2012 houve duas paradas de produção nas montadoras ,fato inédito nos últimos anos. A primeira, ocorrida em janeiro, deu-se para adaptar as fábricas à tecnologia Euro V que passou a vigorar no País. A segunda, ocorreu no mês de maio em função da redução das vendas, que chegou a ser de até 40% no primeiro semestre deste ano comparação com o mesmo período do ano passado.

O índice registrado pela Fenabrave na metade deste mês acabou ficando próximo da expectativa de desempenho estimado pelo presidente da MAN, Roberto Cortes, que estimava queda entre 10% e 15% neste ano. Porém, a crise internacional e o desempenho da economia brasileira surpreendeu negativamente o setor, pois esse indicador era esperado se o governo não tivesse tomado nenhuma iniciativa para estimular a economia. Mas o que se viu foi o contrário, expansãodo PSI do BNDES, redução de imposto para a indústria automotiva, desoneração da folha de pagamento, desvalorização do real ante o dólar para frear as importações e redução de juros básicos da economia, a taxa Selic, e nos bancos federais, a Caixa e o Banco do Brasil.

Já pelo lado da atividade industrial, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) havia divulgado que a produção de caminhões até o final de novembro alcançou 123.917 unidades, 39,4% menos que no mesmo período do ano passado, quando nesse período as montadoras já tinham colocado nos pátios quase 205 mil veículos. No segmento de ônibus, a produção deste ano somou 34.231 unidades ante 44.703 veículos no mesmo período de 2011. Somados chegam a 158.148 em 2012 contra as 249.313 do ano passado, recuo de 36,6%, isso sem contar os números de dezembro.

Como consequência, a perspectiva é de que a indústria consiga reverter os estoques 20% mais elevados com o que começou o ano em função dos preços mais elevados do Euro V em comparação com os produtos fabricados até o ano passado.

Por isso, as montadoras parecem estar mais otimistas para o ano que vem. O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, que também é o executivo-chefe da Fiat, as vendas de caminhões devem crescer entre 7% e 7,5% no ano que vem. Segundo ele, esse desempenho deverá ter como mola propulsora a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que vale até o fim de 2013. “Vai ser uma elevação que dá um horizonte de longo prazo para os empresários”, afirmou ele.

O executivo confirmou a tendência de redução de estoques que o Portal Transporta Brasil vinha calculando desde o início da redução da produção por parte das montadoras instaladas no Brasil. De acordo com Belini, ele não citou apenas caminhões e ônibus, mas o mercado de autoveículos em geral. Segundo ele, as empresas começarão o ano com estoques baixos na indústria que variou de 8 dias em outubro para 9 dias em novembro. Nas concessionárias, o estoque pulou de o equivalente a 20 dias de vendas em outubro para 24 dias no mês seguinte.

Tanto que a Mercedes-Benz, que havia colocado 1.500 trabalhadores em lay-off , termo em inglês que significa suspensão temporária de contratos, desde meados de junho em São Bernardo do Campo, voltarão ao trabalho em janeiro. A empresa é a segunda colocada em vendas e produção no Brasil, atrás da MAN e à frente da Ford.

A justificativa para essa retomada é justamente a recuperação do mercado de caminhões e ônibus no último trimestre. Esses trabalhadores que voltarão às atividades comporão o segundo turno, suspenso em maio. Dessa forma, a empresa voltará a operar com seu quadro completo de 12 mil trabalhadores.

“Tivemos um ano bem difícil, mas, com as perspectivas de retomada dos mercados agrícola, de mineração e obras de infraestrutura esperamos um cenário mais positivo para 2013”, afirmou o presidente da empresa Jürgen Ziegler.

Automóveis

Entre as quatro maiores montadoras, que juntas respondem por 70% das vendas de automóveis e comerciais leves no País, duas ganharam participação no mercado e duas perderam. Nos últimos 12 meses até novembro, a Fiat, manteve a sua posição de líder de mercado com 23,2%, a Volkswagen vem logo atrás com 21,2%, a norte-americana GM que começou 2012 como maior número de vendas, em janeiro, ficou com 17,6% e a Ford com 8,9%.

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