Scania e Cargolift usam bitrens para cumprir Lei do Motorista

Scania e Cargolift usam bitrens para cumprir Lei do Motorista

Uso de bitrem em sistema Milk Run teve como motivador, entre outros aspectos, a necessidade de atender à nova carga horária prevista na Lei do Motorista (12.619)

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A Scania desenvolveu, em parceria com seu provedor logístico, a Cargolift, um projeto para otimizar seu sistema Milk Run (sistema de coletas programadas de peças e materiais realizadas em um ou mais fornecedores) com o uso de carretas bitrem.

Após estudos preliminares e uma série de análises, a Scania e a Cargolift identificaram a possibilidade de utilizar um modelo bitrem de 30 metros, em vez de dois caminhões, para realizar a coleta de materiais dos fornecedores que fazem parte da rota sul do sistema Milk Run da fabricante. “Com o bitrem conseguimos consolidar a carga de forma mais adequada, e assim é possível aperfeiçoar o transporte, principalmente em viagens de longa distância”, explica Wagner Varela, chefe da área de Transport Management da Scania.

Segundo Varela, o objetivo do novo processo é melhorar a estrutura do sistema e fazer uso racional dos veículos disponíveis para a operação. “Fazemos análise do volume de materiais que cada empresa fornece e então identificamos em qual região se justifica o uso de bitrens”. Dessa forma, é possível utilizar o caminhão mais adequado para cada operação ao redor do País.

Benefícios

Para Varela, o uso pioneiro de bitrens em operação logística pode contribuir tanto para um transporte mais sustentável quanto para redução de custos e melhor aproveitamento da frota. “Ao utilizar bitrens em operações nas quais inicialmente seriam usados dois caminhões, é possível obter redução significativa na emissão de poluentes e no consumo de combustível”, explica. “Também há gasto menor de pneus e de outros componentes do veículo, assim como redução no custo do frete.”

De acordo com Markenson Marques, diretor-presidente da Cargolift, com o uso de bitrens no sistema Milk Run também é possível obter alto índice de produtividade, pois os fornecedores devem estar preparados para receber o veículo. “Há disciplina maior de todos os envolvidos na corrente logística de rotas operadas por bitrens, porque, além de ter de respeitar o planejamento da coleta do Milk Run, há restrições quanto aos horários que os bitrens podem transitar e aos locais de manobrabilidade.”

Marques ainda explica que a nova lei que exige que o motorista tenha tempo de descanso maior entre viagens favoreceu a decisão pelo uso de bitrens no sistema Milk Run da Scania. Por lei, o bitrem de 30 metros só pode trafegar durante o dia, o que coincide, de acordo com a nova lei, com a jornada de trabalho dos motoristas, garantindo estreitamento do lead time.

Até o momento, a operação de coleta do Milk Run com bitrens está sendo realizada somente na região Sul do País, mas, de acordo com Varela, pode ser expandida para outras rotas caso seja identificada a necessidade. Ao todo, a Cargolift está adquirindo seis cavalos-mecânicos Scania para montar as composições de bitrem que vão operar exclusivamente no sistema Milk Run da fabricante.

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