Obras do Rodoanel Norte em SP vão atrasar pelo menos 2 anos

Obras do Rodoanel Norte em SP vão atrasar pelo menos 2 anos

Após divergências entre a Dersa e o Banco Interamericano de Desenvolvimento nas regras da licitação, o sistema só deve iniciar as operações em 2016. Entrega da rodovia estava inicialmente prevista para 2014

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A Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), após resolver uma série de falhas que atrasaram a licitação para o Trecho Norte do Rodoanel de São Paulo, prometeu anunciar hoje (14) o resultado do processo e assinar, ainda neste mês, os contratos para a construção dos 47 km de rodovias. Mesmo assim, o prazo para entrega da obra foi estendido por quase dois anos e só deve ficar pronta em janeiro de 2016.

Esse processo deveria ter sido concluído em dezembro, mas o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) identificou falhas na forma como a Dersa classificou os 18 consórcios de empresas que estão participando da disputa.

A promessa inicial de entregar as pistas era novembro de 2014. No ano passado, a licitação enfrentou 11 processos na Justiça e nos Tribunais de Contas do Estado e da União, o que já havia parado o processo por seis meses. Agora, com os problemas com o banco, a pista não será mais entregue até o fim do atual mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O BID vai emprestar cerca de R$ 2 bilhões para o projeto, um terço do valor total estimado para a obra, que é de R$ 6 bilhões.

O teor das falhas encontradas pelo BID não pode ser divulgado por questões contratuais, segundo o presidente da Dersa, Laurence Lourenço. “São divergências na forma como a Dersa faz a análise das propostas comerciais apresentadas pelos consórcios e a maneira como o BID faz”, afirma. Ele promete divulgar todo o processo, com os relatórios das falhas encontradas, assim que o processo da licitação estiver concluído e os contratos para a obra, assinados.

A divergência, ainda segundo Lourenço, ocorreu porque a Dersa fez a desclassificação dos grupos, e a qualificação das empresas vencedoras do certame, segundo critérios que seguem a Lei de Licitações (lei federal 8.666): quando há alguma falha nas planilhas de custos apresentadas por um grupo, ele é desclassificado.

Pelos parâmetros do banco, eventuais falhas encontradas nas planilhas de custos devem ser comunicadas ao grupo autor da proposta e o erro pode ser corrigido, isso desde que o consórcio concorde com as mudanças e isso não altere o preço final da proposta. Foram essas idas e vindas de dados que acabaram atrasando a liberação da licitação, segundo o presidente.

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