Trem de alta velocidade não ficará pronto no prazo, diz construtora

Ligação ferroviária de alta velocidade poderá se expandir para mais dois estados e será o maior complexo ferroviário do país

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O edital para a escolha da tecnologia e do material rodante do trem de alta velocidade (TAV) ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro será divulgado no próximo dia 26, anunciou o superintendente da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), Roberto David, iniciando o processo de construção da primeira linha do TAV no Brasil.

“Já não há mais dúvidas sobre a viabilidade do projeto, mas a discussão agora é para saber para onde se estenderá a linha, primeiro”, disse David. A decisão da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos), de oferecer área no bairro da Água Branca para sediar a estação de São Paulo, foi elogiada por David por permitir a expansão da linha para outros estados.

Em evento montado para discutir os desafios para a implantação do TAV, o consultor em Transporte, Plínio Assmann, citou o protocolo firmado pelo governador, Geraldo Alckmin com o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, que vai tocar o TAV, para levar a linha para Ribeirão Preto a partir de Campinas. A linha deverá se estender depois para Uberlândia e Brasília. Outras extensões já haviam sido anunciadas para Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), a partir de São Paulo. Com isso, segundo Assmann, o TAV se constituirá no maior complexo ferroviário do país.

Uma vez conhecida a tecnologia, o modelo de trem e o operador, previstos no edital, a etapa seguinte será a elaboração do projeto executivo pelo governo federal, que será responsável também pelas desapropriações. A terceira etapa será a construção da linha, cujo primeiro trecho deve ficar pronto em 2016 e o restante não poderá exceder mais cinco anos. Marco Antonio Ladeira, diretor da empreiteira Andrade Gutierrez, disse que está há 10 anos estudando o assunto, visitou todos os TAVs existentes e mostrou-se otimista em relação ao projeto, mas colocou em dúvida o prazo que o governo propõe para sua execução.

Pelo estudo, o traçado preferencial passará por 38 municípios, terá 200 pontes, 103 túneis e 220 quilômetros construídos em superfície. As escavações somarão 90 milhões de metros cúbicos equivalentes a uma usina e meia de Itaipu. A obra deverá consumir 13 milhões de toneladas de concreto, um milhão de toneladas de aço e 20 mil operários trabalhando por mês, em média. Pelos seus cálculos uma obra desse porte não se faz em menos de oito anos.

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