Logística ruim pode deixar algumas regiões sem gasolina no final do ano

Logística ruim pode deixar algumas regiões sem gasolina no final do ano

Em novembro e dezembro, consumo aumenta cerca de 10% em relação aos demais meses. Governo prepara plano para combater desabastecimento

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A demanda crescente por combustível no País, com a gasolina chegando perto da marca dos 30 milhões de litros vendidos até setembro deste ano, fez com que o governo buscasse alternativas para garantir o abastecimento e afastar as possibilidades de escassez.

O aumento no consumo, que tem obrigado o país a importar cada vez mais, somado a uma logística deficiente, gerou a preocupação, pois, em novembro e dezembro, a demanda tradicionalmente aumenta cerca de 10% em relação aos demais meses.

De acordo com o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, uma das soluções de curto prazo é a criação de um sistema de prioridade para a gasolina ser descarregada nos portos. “Gasolina tem, está sobrando nos Estados Unidos e Europa. Então, o problema não é faltar, mas fazer chegar até o consumidor”, destaca Miranda.

Segundo ele, já está na pauta de reuniões entre governo e distribuidores a criação de uma espécie de “fura-filas” dos navios que chegam com gasolina. “A logística é o maior problema, tivemos um caso há dois meses em Vitória (ES), quando um navio ficou três dias esperando para descarregar e faltou gasolina em quatro cidades do Espírito Santo”, conta Miranda.

Em outubro, vários postos da rede BR ficaram sem gasolina na região metropolitana de Belo Horizonte e também em algumas cidades do interior de Minas Gerais, por problemas de distribuição.

O coordenador do Fórum Nacional Sucroenergético, Luiz Custódio Cotta Martins, que participa do grupo de discussões com o governo, afirma que o assunto tem sido debatido com preocupação. “A frota não para de crescer, e o consumo de gasolina também. Caminhamos para um apagão de combustível”.

Por nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) disse que “monitora o abastecimento de combustíveis e mantém contato permanente com órgãos do governo e agentes econômicos do setor. “O abastecimento de combustíveis no Brasil, tanto de diesel quanto de gasolina, está ocorrendo de forma regular. Casos pontuais envolvendo o abastecimento de gasolina, ocorridos recentemente em alguns locais, já foram sanados”, afirmou a agência reguladora.

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