Petrobras reavalia logística para bacia de Santos

Com a produção na bacia representando 50% do total até 2020, os processos de escoamento dos produtos terão de ser aprimorados

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A Petrobras está reavaliando as operações logísticas para a bacia de Santos, com objetivo de acompanhar o crescimento da produção, que pulará dos atuais 10% da produção total da empresa para 50% em 2020, segundo o gerente geral da empresa em Santos, José Luiz Marcusso.

“A Petrobras está reavaliando toda a base logística e por enquanto não vai se pronunciar”, disse Marcusso durante a Santos Offshore, feira do setor marítimo que ocorre no litoral paulista.

Atualmente, para escoar a produção da bacia de Santos, ao todo 140 mil barris diários de petróleo (sendo 90 mil b/d do pré-sal), a Petrobras utiliza o Porto do Rio de Janeiro e de Itajaí (SC), além de uma recém inaugurada unidade de armazenamento, também no Rio, e os aeroportos de Itanhaém (SP), Jacarepaguá (RJ), Navegantes (SC) e Cabo Frio (RJ).

“Hoje, esse esquema consegue atender toda a demanda dos sete sistemas de produção da bacia de Santos. Após o anúncio do novo plano de negócios (2012-2013, divulgado em junho) a Petrobras está reavaliando como vai ser o plano diretor logístico”, disse Marcusso.

O Plano de Negócios da Petrobras pela primeira vez colocou projetos em avaliação. Dos US$ 236,5 bilhões totais, US$ 27,8 bilhões serão executados, mas estão sendo avaliados, segundo a empresa.

A previsão é que os sistemas se mantenham, mas passem por melhorias de infraestrutura e planejamento e possivelmente a empresa fará uso das instalações do Porto de Santos para dar maior produtividade ao processo.

A presença da Petrobras em Santos tem provocado aumento de preços generalizados, principalmente no segmento imobiliário, e qualquer anúncio da empresa tem sido usado para elevar o custo da região, que reúne nove cidades em torno do pré-sal (Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Bertioga e Cubatão).

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