Paraná enfrenta crise em aeroportos municipais

Terminais de Goioerê, Arapongas e Palotina foram fechados devido a problemas estruturais. Em Campo Mourão, operação tem restrições

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A preocupação com a falta de segurança para pousos e decolagens não é exclusividade dos usuários do Aeroporto de Cascavel, que, no início do mês, deixou temporariamente de receber voos das companhias Azul eTrip depois que um avião teve problemas durante a aterrissagem.

Três aeroportos do interior do Paraná (Goioerê, Arapongase Palotina), destinados a aeronaves de pequeno porte, foram interditados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) entre o fim de 2011 e julho deste ano por falta de condições de funcionamento. Em Campo Mourão, o aeroporto está aberto com restrições: o transporte de valores está proibido e somente voos diurnos são permitidos.

Após vistorias, constatou-se que os espaços apresentavam riscos elevados para as operações aéreas e agora as prefeituras correm contra o tempo para fazer as obras necessárias. Entre os problemas apontados pela agência estão más condições do asfalto das pistas e falta de sinalização.

Para as prefeituras, o maior problema para viabilizar as melhorias é a falta de recursos. “No nosso caso, não eram muitas as exigências, mas o processo levou tempo porque o município não tinha orçamento disponível. Nos últimos oito anos, investimos cerca de R$ 1 milhão no aeroporto, mas as finanças do município não permitem muito mais”, afirma o gerente do Aeroporto Alberto Bertelli, de Arapongas, Valentim José Carlos Pavezi.

Segundo o coordenador de pesquisa e planejamento aeroviário da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil), Gino Schlesinger, o Paraná conta com 40 aeroportos públicos, quatro deles administrados pela Infraero, empresa ligada ao governo federal: o de Londrina, o de Foz do Iguaçu, o Afonso Pena (São José dos Pinhais) e o Bacacheri (Curitiba). Os outros 36 são mantidos pelas prefeituras municipais.

O governo do estado não tem papel ativo na gestão dos espaços. “O que fazemos é receber as demandas dos municípios por verba e ajudar com recursos dentro das possibilidades do estado”, explica Schlesinger.

Atualmente, a Seil trabalha na elaboração de um plano aeroviário. O objetivo é estabelecer diretrizes para os investimentos no sistema paranaense de aeroportos e criar uma rede entre os aeroportos menores. “O foco será na construção de novos aeroportos e reforma dos que já existem. Por enquanto, estamos em fase de estudo, mas no início do ano que vem devem começar as primeiras iniciativas.”

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