Produção de caminhões recua 40,2% até agosto, mas Anfavea está otimista

Produção de caminhões recua 40,2% até agosto, mas Anfavea está otimista

Entidade que representa as montadoras diz que redução dos juros e crescimento da atividade econômica devem reverter o quadro de falta de encomendas. Enquanto isso, estoque é reduzido em mais 14 mil unidades

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Produção de caminhões no primeiro trimestre de 2012 cai 32,5%
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Entre as medidas estão a redução de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento de caminhões de 5,5% para 2,5% ao ano, no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), e a depreciação mais rápida, de cinco anos para um ano, dos veículos comprados até 31 de dezembro, o que permite a redução de impostos.

“Até o final do ano deveremos ter crescimento de vendas”, afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. “A perspectiva de aumento da atividade econômica vai automaticamente impulsionar as vendas de caminhões com as medidas de incentivo à economia”, disse o executivo, mas sem apontar para um indicador, pois, segundo ele, o estoque de caminhões não é alto, o problema está na falta de encomendas.

Essa redução de estoques vem sendo alvo das análises do Portal Transporta Brasil desde o início deste ano, quando as montadoras puxaram o freio de mão na produção de veículos ante as vendas no mercado nacional. Tanto que em agosto, apesar da queda da atividade das fabricantes de caminhões na casa de 40% desde janeiro, as vendas têm apresentado no acumulado do ano queda bem mais leve, com 19,3% a menos em 2012 contra 2011.

Esse é o resultado da expectativa de retração do mercado nacional em função da entrada em vigor da norma Euro 5/ Proconve 7 que aumentou em cerca de 15% a 20% os preços os caminhões fabricados no País e que levou a uma corrida às compras para evitar o custo mais elevado. Como reflexo, as vendas do ano passado foram as maiores da história das montadoras no Brasil.

Com isso, o acumulado do ano permanece como o esperado, em baixa. Foram fabricados no Brasil, até agosto, 87.943 caminhões (12.518 no mês passado) e 22.531 ônibus (3.552 unidades somente em agosto). A produção de caminhões caiu no ano, como já mecionado, 40,2% (44,6% menor que a do mesmo mês do ano passado) e a de ônibus recuou 28,3% no ano (19,3% no mês).

Já em termos de licenciamentos de caminhões no ano a soma chega a 92.778 unidades (11.461 no mês passado), um recuo de 19,3% (30,4% a menos em agosto desse ano contra de 2011). Nos ônibus o licenciamento ficou em 19.962 unidades no acumulado deste ano (3.129 em agosto), queda de 9,6% desde janeiro (e uma reversão em agosto com crescimento de 0,4% este ano quando se compara ao mesmo mês de 2011).

Portanto, na soma entre as exportações e os emplacamentos, de janeiro a julho foram 105.521 unidades comercializadas (13.323 em agosto) que ante a produção de 87.493 e importações de 3.227 veículos chegou a um total de 91.170 (12.810 no mês passado), fato que resultou novamente em uma redução de estoques, desta vez em pouco mais de 14.300 veículos.

As nove companhias associadas à entidade encerraram o ano até 31 de agosto com 90.734 unidades vendidas, volume 20,7% menor que no ano passado. A MAN continua na liderança com 28.346 unidades no ano (3.192 em agosto), a Mercedes-Benz segue na vice-liderança com 23.500 veículos (2.868 no mês passado), a Ford está em terceiro lugar com 14.855 caminhões emplacados (1.847 veículos somente em agosto), a Volvo vem logo atrás com 9.693 unidades (1.496 no mês passado), a Iveco está em quinto lugar com 7.020 caminhões novos (814 unidades em nos 30 dias passados) e a Scania segue em sexto lugar com 6.587 unidades vendidas (909 caminhões novos no mês passado).

Em termos de segmentos de veículos, no acumulado do ano, os semileves das empresas associadas à Anfavea continuam com a maior baixa ante 2011, com 33,5% menos vendas que no ano passado, seguidos por pesados que vem caindo 26%, semipesados que recuaram 19,9% até o final de agosto, os leves, cuja retração acumulada é de 16,9% e os médios com recuo de 6,7%. Em volume de emplacamentos, os semipesados continuam à frente no ano com 31.158 veículos, os pesados vêm a seguir com 26.134 unidades novas vendidas, os leves com 21.347, os médios com 8.628 e os semileves com apenas 3.467 veículos novos emplacados desde janeiro.

Automóveis

Por sua vez, a produção de automóveis de passeio em agosto confirmou as expectativas do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do setor, com o maior volume da história no País. Um dos motivos apontados foi a proximidade do final do período de desconto do IPI, que antes de ser renovado, era para terminar ao final do mês passado.

O volume produzido em agosto somou 329,3 mil veículos, superando o recorde de 326,2 mil unidades de agosto de 2011. Já no acumulado do ano, a indústria automotiva registra produção de 2,18 milhões de veículos, 7,2% menos do que no ano passado.

As quatro mais tradicionais empresas do setor mantiveram a posição de mercado no consolidado do ano. Na soma entre as vendas de automóveis de passeio e de comerciais leves, a Fiat está em primeiro com 544.111 unidades vendidas no ano (98.211 no mês), a Volks vem em seguida com 506.481 vendas (89.351 em agosto). A norte-americana GM segue em terceiro com 425.659 (75.872 no mês passado), enquanto isso, a Ford ficou em quarto com  215.461 unidades vendidas (31.079 nos últimos 30 dias).

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