Ford investe em projeto para testes de eficiência do biodiesel

Um dos objetivos do experimento é chamar a atenção para os benefícios da utilização do biodiesel misturado ao diesel em diferentes proporções no setor de transportes

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A Ford está apoiando o projeto Travessia Oceânica B100, promovido pela Universidade Federal da Bahia para testar a eficiência do biodiesel 100% produzido a partir de óleos vegetais. Chamado B100, o combustível foi usado em uma picape Ford Ranger para percorrer cerca de 13.000 quilômetros.

A viagem foi concluída esta semana, com a chegada do grupo no Farol da Barra, em Salvador (BA). A Travessia Interoceânica B100 durou duas semanas e passou por cinco estados brasileiros (Bahia, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre), além do Distrito Federal, até a cidade de Ilo, na costa do Pacífico do Peru.

A Ford doou duas picapes para o projeto que se iniciou há três anos. No teste, um veículo foi abastecido com diesel convencional (B5), que tem 5% de biodiesel. O outro veículo usou 100% biodiesel, produzido a partir de azeite de dendê e óleo de cozinha no Laboratório de Energia e Gás da universidade.

Os pesquisadores esperavam uma diferença de 10% no rendimento dos combustíveis, mas a variação foi bem menor. A picape com B100 rodou aproximadamente 10,3 km/l, enquanto a com B5 fez cerca de 10,7 km/l.

Um dos objetivos do experimento é chamar a atenção para o potencial de ampliação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, em especial para os benefícios da utilização do biodiesel misturado ao diesel em diferentes proporções no setor de transportes.

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