Sinotruk traz linha Premium de caminhões ao Brasil

Sinotruk traz linha Premium de caminhões ao Brasil

Família A7 de pesados e extrapesados inclui modelos com motorização de 12 litros Euro 5 e potências de 380, 420 e 460 cavalos. Empresa terá fábrica no Brasil e já projeta trazer veículos leves ao mercado nacional

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A Sinotruk, marca da montadora chinesa CNHTC (China National Heavy Truck Company), chegou ao Brasil em 2010 e, desde então, já vendei cerca de 1540 unidades de seus caminhões da linha Howo, a primeira que a empresa trouxe ao País.

Desde então, a confiança dos chineses no potencial do mercado brasileiro de veículos comerciais tem gerado uma série de ações para firmar a marca por aqui, a principal delas o anúncio da construção de uma fábrica na cidade catarinense de Lages. Nesta semana, a Sinotruk deu mais um passo em direção à conquista do mercado brasileiro e lançou oficialmente sua linha Premium de caminhões, a família A7.

Antes de começar sua produção no Brasil, a empresa, por meio de sua representante no Brasil, está importando 2 mil unidades, sendo 1,6 mil da nova família, que chega ao mercado brasileiro oferecendo caminhões pesados e extrapesados em diversas configurações.

A família A7 conta com motorização Sinotruk de 12 litros, com potências e configurações de eixos e tração diferenciadas. A versão 4×2 vem equipada com motor de 380 cavalos, a 6×2, com propulsor de 420 cavalos e a 6×4, com 460 cavalos, estes últimos na categoria extrapesado.

O motor D12 de seis cilindros que equipa todos os modelos da família atende às normas de emissões Euro 5 e Proconve P7 por meio do sistema SCR, de redução catalítica seletiva, que demanda o uso do agente redutor Arla 32.

Segundo o diretor geral da Sinotruk no Brasil, Joel Anderson, a montadora chinesa tem grande tradição na produção de veículos comerciais. “A Sinotruk é uma empresa que produziu 220 caminhões no último ano. Criada em 1935, a montadora gera 23 mil empregos na China, sendo destes 3,5 mil engenheiros. Neste momento, a estratégia da Sinotruk no Brasil é a consolidação da marca e o desenvolvimento de nossa rede de atendimento”, disse o executivo no lançamento, realizado em Mogi das Cruzes (SP).

“A família A7 é composta por modelos com aplicação rodoviária e segue todas as tendências do mercado brasileiro, como o câmbio automatizado e opções de conforto para o motorista. Atualmente, o perfil de clientes da marca Sinotruk é formado, primordialmente, por pequenos empresários e transportadores autônomos”, contou Joel.

Os novos caminhões A7 da Sinotruk vêm de fábrica com três versões de câmbio: manual, com 12 ou 16 velocidades, ou automatizado, com 16 velocidades. Os chineses apostam na robustez e no baixo custo de manutenção dos veículos para se consolidar no mercado brasileiro, além do preço diferenciado.

Preço

Segundo os executivos da Sinotruk, os caminhões A7 chegam ao Brasil com preço sugerido de R$ 270 mil para o modelo de entrada, o cavalo mecânico 4×2. A versão 6×2 tem preço estimado em R$ 310 mil e o modelo top de linha, com tração 6×4, custa R$ 340 mil. Os veículos passam a ser vendidos na rede de concessionários Sinotruk no Brasil a partir de 1º de setembro. Em novembro, a marca também disponibilizará no mercado as versões de chassis rígido com tração 6×4 e 8×4, para aplicações severas.

Fábrica no Brasil

Anunciada em abril, a fábrica da Sinotruk no Brasil está prevista para ser construída na cidade de Lages, em Santa Catarina. O projeto prevê investimentos da ordem de R$ 300 milhões somente na implementação da estrutura de produção, com capital 76% nacional e 24% vindo da China. “Nossa fábrica no Brasil vai atender todo o mercado sul-americano, que já conhece a marca Sinotruk, principalmente na Venezuela”, diz Joel Anderson.

O diretor da empresa conta que a fábrica vai gerar cerca de 1.100 novos empregos e terá capacidade de produzir 5 mil caminhões no primeiro ano e 8 mil nos anos seguintes. O executivo conta que a previsão é nacionalizar 65% dos componentes e que a empresa já conversa com fornecedores brasileiros de partes e peças para integrar o consórcio de produção, que tem previsão para começar montar os primeiros caminhões, em regime CKD, a partir de janeiro de 2014.

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