Pluna suspende todos os voos por tempo indeterminado

Pluna suspende todos os voos por tempo indeterminado

Companhia uruguaia estava a cargo do governo desde o último dia 15 de junho, quando a principal acionista transferiu as ações alegando incapacidade de manter as operações por motivos financeiros

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A companhia aérea uruguaia Pluna anunciou nesta quinta-feira (06/07) a suspensão de todos os seus voos, por tempo indeterminado, devido à situação financeira da empresa. A empresa está a cargo do Estado uruguaio desde 15 de junho.

O Governo uruguaio afirmou que não assumirá o resgate econômico da companhia e assinalou que seu objetivo não é defender a empresa, da qual possui 25%, mas garantir as conexões aéreas do país.

Os ministros da Economia, Fernando Lorenzo, e do Transporte, Enrique Pintado indicaram ainda que na próxima segunda-feira apresentarão ao Parlamento uruguaio um plano para solucionar o problema, mas não disseram se essa iniciativa incluirá a criação de uma nova linha aérea estatal.

O consórcio privado Leadgate, que possuía 75% da empresa aérea, transferiu suas ações ao Estado uruguaio diante de sua incapacidade para enfrentar a capitalização necessária para manter a companhia em operação.

Os voos da Pluna estavam cancelados desde a terça-feira passada devido a uma greve de funcionários, mas havia previsão para a volta das operações nesta sexta-feira.

Segundo o presidente da diretoria da Pluna, Fernando Pasadores, a paralisação sindical agravou a já “crítica” situação financeira da companhia.

Após a saída da Leadgate, o governo uruguaio deu a companhia aérea canadense Jazz, sócia minoritária do grupo que abandonou a empresa, o prazo de 30 dias para decidir se compra ou não o total do capital acionário e recapitaliza a Pluna, mas o caso permanece sem solução.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informa que a empresa aérea uruguaia pode ser multada em até 360 mil reais por voo e ter sua autorização para operar no Brasil cassada caso não preste a assistência devida aos passageiros afetados pela paralisação de suas operações. A companhia deverá prestar assistência integral aos passageiros prejudicados pelo encerramento dos voos, conforme a Resolução n° 141 da ANAC, que dispõe sobre os direitos e os deveres dos passageiros e incide sobre todas as passagens comercializadas no Brasil, mesmo se o passageiro estiver retornando de outro país. A ANAC calcula as multas de acordo com a quantidade de passageiros não atendidos e o valor por passageiro é de 4 mil reais

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