Nova lei do motorista pode aumentar risco de inflação

Nova lei do motorista pode aumentar risco de inflação

Empresários preveem impactos significativos na rotina e no preço dos transportes terrestres no Brasil

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Em vigor desde o último dia 17 de junho, a Lei Federal nº 12.619/2012 estabelece novas regras para o tempo de trabalho dos motoristas de transporte de carga. Tendo na melhoria da segurança do trânsito nas estradas um de seus principais objetivos, a legislação afeta não somente a população circulante nas estradas, mas a logística do transporte viário no país exigindo das transportadoras, embarcadores e demais setores envolvidos a reorganização de suas rotinas e prazos, o que deve gerar aumentos significativos no preço do frete no Brasil.

O diretor presidente da Cargolift, Markenson Marques, aponta, entretanto, que embora a nova legislação signifique uma conquista em prol da segurança nas estradas e contra a concorrência desleal das empresas de transporte de carga que atuam com sobrecarga de trabalho, ela apresenta algumas lacunas, como o trato desigual no que diz respeito ao tempo de trabalho dos motoristas autônomos e dos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Para fazer cumprir a nova legislação, empresas do setor têm buscado no diálogo com clientes as melhores soluções para cada operação, já que as novas regras acabam também por gerar alguns impactos no custo do transporte no Brasil e, por consequência, na saúde econômica do país. “Será bastante difícil chegarmos neste momento a um percentual único, uma vez que cada operação tem suas características próprias e por isso, acreditamos que seu custo deverá ser analisado de maneira particular”, pontua Marques que assim como diversos empresários do setor acredita que tais mudanças podem sim ocasionar aumento na inflação do país, já que atualmente o setor transporta cerca de 60% de toda a riqueza que o Brasil produz.

Embora estes impactos sejam esperados por especialistas a médio prazo, nas empresas do setor e nas que dependem dele para escoar sua produção, as necessidades de mudança e de novos investimentos em equipamentos e melhor organização logística já estão acontecendo.

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