Dia do motorista: temos o que comemorar?

Neste 25 de julho de 2012, os motoristas profissionais do transporte de cargas e de passageiros vivem momento de mudanças e novas regras. Será mesmo que o setor sabe lidar com seus principais profissionais?

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O Dia do Motorista, comemorado neste 25 de julho por ser o dia do padroeiro da categoria, São Cristóvão, traz à tona a verdadeira discussão sobre a valorização desses profissionais em suas categorias de trabalho e a realidade de quem vive na estrada para sustentar sua família.

Ser motorista de caminhão no Brasil, por exemplo, é tarefa das mais difíceis e complicadas. Horários a cumprir, baixa remuneração, estradas ruins e perigosas, medo do roubo de cargas, irresponsabilidade de alguns, falta de capacitação… A lista de problemas por que passam os motoristas profissionais brasileiros é interminável.

Quem compra seus produtos no supermercado ou recebe sua encomenda em casa até tem consciência de que tudo isso só foi possível graças às operações de transporte, do motorista que conduziu a carga em segurança até o destino, mas nem sonha como é o dia a dia de um profissional do volante.

No caso dos autônomos, que escolheram esta data para protestar contra as novas regras que regem sua atividade, há ainda o descaso dos recebedores da carga, que os deixam esperando horas e até dias na porta do destinatário, a ditadura dos fretes, que diminui o ganho dos trabalhadores, e as eternas dificuldades para renovar a frota.

As mudanças que chegaram em 2012 e trouxeram grande reviravolta na vida dos motoristas profissionais precisam ser lembradas e debatidas neste dia. A nova Lei que regulamenta a profissão e estabelece os limites do tempo de direção, os horários obrigatórios de descanso e a jornada de trabalho farão com que o cenário do transporte rodoviário brasileiro mude completamente.

Além disso, as novas regras da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o pagamento de frete aos autônomos também já estão em vigor, pondo fim à carta-frete e gerando reações entre os players do setor.

É claro que todas estas regras e burocracias que foram criadas para tentar regular a atividade de transportes no Brasil não são perfeitas e também não são completamente descartáveis. Elas representam um esforço das entidades representativas, dos trabalhadores, dos contratantes e do governo no sentido de colocar regras para a atividade, uma das mais estratégicas e importantes para a economia do Brasil.

Diante de todo este cenário de mudanças e controvérsias, o Brasil vive ainda tempos em que a demanda por motoristas profissionais qualificados é grande, mas o mercado não consegue supri-la, pois há falta de pelo menos 100 mil profissionais.

Respeito, valorização da profissão, capacitação profissional e novas regras. Estes são ingredientes vitais para o transporte brasileiro. Será que este setor sabe lidar com seus motoristas?

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