Empresa russa de rastreamento via satélite quer 25% do setor no Brasil

Empresa russa de rastreamento via satélite quer 25% do setor no Brasil

Russian Navigation Technologies (RNT) chega ao mercado brasileiro apostando no impulso da lei que obriga as montadoras a equiparem todos os seus veículos novos com rastreadores via satélite. A empresa espera conquistar até 2017 ao menos 25% de marketshare

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A Russian Navigation Technologies (RNT), empresa russa especializada no desenvolvimento e instalação de sistemas de rastreamento e monitoramento de transportes via satélite e gestão de frotas de veículos, acaba de abrir a Gisline Rastreamento, sua subsidiária brasileira para representação da sua solução MoveTracker.

A empresa russa chega ao mercado brasileiro apostando no impulso que a lei que obriga as montadoras a equiparem todos os seus veículos novos com rastreadores via satélite dará ao setor. “Com isso, estimamos um faturamento de cerca de US$ 180 milhões entre 2017 e 2018”, prevê Serge Demidov, sócio-diretor da MoveTracker Brasil.

A RNT almeja conquistar até 2017 ao menos 25% de marketshare e prevê a construção de uma fábrica no Brasil até 2014 que atenderá, também, os mercados do Chile e da Argentina.

Os terminais do MoveTracker são baseados nos sistemas de localização pelo satélite russo Glonass, recém-lançado no Brasil, e pelo sistema norte-americano GPS, podendo funcionar com os dois simultaneamente. “Outro ponto importante é que, como somos uma integradora do ciclo completo, pois produzimos equipamentos e desenvolvemos softwares, podemos atender qualquer necessidade do nosso cliente de maneira mais eficaz e eficiente, desenvolvendo soluções personalizadas e dando garantia para o sistema”, enfatiza Demidov.

A partir da década de 1990, o movimento de acordos comerciais e a chegada de empresas russas ao Brasil têm se intensificado consideravelmente, fazendo da Rússia o 16º principal parceiro comercial do País. Além das commodities agrícolas, que ainda compõem 80% da balança comercial Brasil-Rússia, os russos estão apostando numerosas fichas em suas tecnologias, ultrapassando o limite da importação e implantando filiais no mercado nacional.

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